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Em meio a questionamentos de segurança, ‘pai’ da urna eletrônica sai de cargo no TSE



O secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino, deixou o cargo nesta terça-feira (11), após 15 anos à frente do da Secretaria (STI), em meio a questionamentos sobre a segurança do sistema das urnas eletrônicas no Brasil.

Janino é considerado o ‘pai’ da urna eletrônica, e segundo a assessoria de imprensa do Tribunal, o secretário deixa o órgão “a pedido”, no entanto, permanecerá no TSE para auxiliar a presidência no processo de transição de gestão.

A pasta passa agora a ser comandada por Júlio Valente, que foi nomeado hoje pelo presidente do Tribunal, ministro Luís Roberto Barroso.

Giuseppe Janino é coautor do Projeto da Urna Eletrônica do Sistema Eleitoral Brasileiro, e atuou como representante da Justiça Eleitoral na comissão que concebeu o projeto de votação eletrônica brasileiro em 1996.

O Terça Livre tentou contato com o Tribunal, que não respondeu às chamadas.

O novo secretário, Júlio Valente integra a Justiça Eleitoral há mais de 25 anos e desde 2009 atuava como chefe da Seção de Totalização e Divulgação de Resultados (Setot), responsável pelos sistemas de totalização dos votos e divulgação dos resultados das eleições. 

A troca da gestão da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal foi definida em conjunto pelo presidente, ministro Barroso, e pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, que assumirão a presidência em 2022.

De acordo com informações, a saída de Janino do cargo vinha sendo cogitada após problemas nas eleições em 2020 e coincide agora com a pressão de parte da população pela implementação do voto impresso e auditável no  Brasil

O assunto esteve na pauta do Boletim da Noite desta terça-feira (11). Ao analisar o cenário da mudança, o jornalista Allan dos Santos pontuou que a troca na STI demonstra uma ação de mudança por parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Temos uma mudança no tabuleiro completa e absoluta”, disse.

O jornalista ainda analisou que a saída de Janino, um dos criadores da urna eletrônica, pode revelar também uma nova estratégia política no Tribunal Eleitoral.

“Vocês podem ter certeza, a imprensa está quieta, porque a repercussão disso aqui deveria ser estrondosa. Isso aqui é o assunto, nem a direita entendeu o que está acontecendo ainda. Eu repetirei, esse Janino, foi quem criou as urnas eletrônicas, junto com outras pessoas em Brasília, qualquer impedimento de atualização, modernização das urnas, passava pelas mãos dele”, declarou.

ASSISTA ÀS ANÁLISES COMPLETAS  NO BOLETIM DA NOITE DESSA TERÇA-FEIRA (11):

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