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Foto: Sidney Lins/Divulgação dem.org.br

Em possível movimentação estratégica por terceira via, PSL e DEM planejam fusão



 

Partido Social Liberal (PSL) e Democratas (DEM) podem anunciar em breve uma fusão. Desta forma, a bancada da nova agremiação se tornaria a maior do país. Na última terça-feira (21), a Executiva Nacional do Democratas decidiu de forma unânime convocar uma Convenção Nacional para tratar sobre a possível unificação.

“Esse foi o primeiro passo na direção de formalizar o processo de criação do novo partido do Brasil, cuja base fundamental está na fusão do Democratas com o PSL”, celebrou ACM Neto, Presidente Nacional do DEM, durante coletiva de imprensa concedida após a reunião.

A união nada mais é do que uma estratégia para o pleito eleitoral de 2022. Após a reunião, ACM Neto afirmou que a legenda será importante no projeto para as eleições do próximo ano e no processo de sucessão presidencial, além de ter como objetivo ser a maior agremiação política do Brasil. Estrategicamente, o novo partido pode ser a casa do candidato de ‘terceira via’, tão comentado nos últimos tempos.

“Entendemos que esse partido vai surgir como uma importante agremiação na construção do projeto 2022. O objetivo é construir o maior partido do Brasil, com papel extremamente relevante nos cenários políticos nacional, estadual e local. […] Em alguns estados nós estamos buscando novas lideranças políticas, novos quadros partidários que vão poder ingressar de agora, até março. Mas tudo no devido momento. Não vamos tratar de 2022 antes do processo de fusão estar completamente definido”, contou ACM Neto.

O novo partido poderá ter a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 81 cadeiras na casa legislativa e ter a quarta maior bancada do Senado Federal, com 7 parlamentares. Com relação aos fundos públicos de verbas partidárias e eleitorais alcançaria no ano quase R$ 150 milhões.

Se a junção de forças acontecer, uma janela de mudança de partido se abriria para os membros dos dois partidos que não concordam com o movimento mudarem de sigla sem risco da perda de mandato. Contudo, aliados do presidente Jair Bolsonaro podem adiar a migração para o momento da abertura da janela partidária. Seria uma forma de preservar posições em comissões importantes na Câmara dos Deputados.

A estimativa dos envolvidos é que o TSE leve cerca de três meses para homologar o registro da nova sigla, que precisa estar com toda a documentação em dia até abril para poder participar das eleições de 2022.

Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, membro do Movimento Conservador, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e jornalista do portal Terça Livre.

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