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Em sinal de embate por 2022, Ciro Gomes e Lula trocam farpas no Twitter



Os dois políticos de esquerda, que há alguns meses cogitavam uma união contra Jair Bolsonaro em 2022, Ciro Gomes (PDT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), discutiram na manhã desta quarta-feira (19).

Após Ciro afirmar que o seu alvo na corrida eleitoral de 2022 é o ex-presidente petista, Lula se pronunciou sobre as recentes críticas que vem recebendo.

Em entrevista ao Valor Econômico, o ex-governador do Ceará confirmou sua oposição a Lula: “Eu vou pra cima dele, é o maior corruptor da história brasileira”.

Em resposta, o petista afirmou que não fará o “jogo rasteiro” de seu antigo aliado. “Eu adoraria dizer que o Ciro é um amigo. Mas infelizmente ele não quer. Mas eu aprendi uma teoria com a minha mãe, Dona Lindu: quando um não quer, dois não brigam. Não farei jogo rasteiro”, disse o ex-presidente petista. 

Ciro Gomes, então, rebateu: “Lula, não é que você não queira brigar. É que para isso você usa bajuladores e seu gabinete do ódio. […] Quero brigar contra a corrupção, a desindustrialização que você promoveu, a desigualdade que você manteve, os juros que seu governo pagou. Mesmo porque, eu não gostaria de tratar você como amigo. Todo mundo sabe que você só considera amigo uma única pessoa no mundo: você próprio”, declarou Ciro Gomes.

E completou: “Você é o responsável pela tragédia do desastrado Bolsonaro. Ou você assume que 70% dos eleitores de SP, RJ, MG, Sul, Norte e Centro Oeste que votaram no Bolsonaro são fascistas e gado como sua corte chama? Respeite a inteligência do povo brasileiro, Lula. Quais são suas novas ideias? Qual seu verdadeiro projeto de nação? Se existir, aceito confrontá-los civilizadamente com o meu. Debato em qualquer dia, hora, meio ou território. Vamos debater o Brasil, não afetos pessoais”, escreveu Ciro em uma publicação no Twitter.

Ao comentar o caso, o jornalista Allan dos Santos, durante o Boletim da Noite desta quarta-feira (19), destacou para a importância dessa discussão estar acontecendo, uma vez que mostra uma esquerda perdida após a morte de Fidel Castro e a prisão de Lula.

Isso é bem sério, nós temos que dar graças a Deus que isso esteja acontecendo. Em entrevista ao Epoch Times, em janeiro de 2020, eu estava falando o que estava acontecendo no Brasil. Explicando a expansão do Partido Comunista Chinês na América Latina. Eu falei abertamente que eles estavam destruindo a América Latina, fazendo o que se fez no Chile e na Argentina, querendo fazer a mesma coisa no Brasil. Antes do Bolsonaro tomar posse, mas já eleito, a China já estava fazendo campanha de repúdio ao Bolsonaro”, pontuou o jornalista.

E completou: “o que acontece é que, de lá para cá, o PCCh estava querendo cada vez mais tomar a dianteira do Congresso Nacional por meio do Rodrigo Maia e pelo Alcolumbre. Quando eu dei essa entrevista em 2020, falei que o meu temor era de que o Ciro Gomes conseguisse convencer a base petista de se unir ao plano do PDT, porque a esquerda na América Latina está toda ela liderada por Fidel Castro e Lula. Fidel morreu, e quando Lula ficou preso, a esquerda ficou perdida, por isso ela se vendeu tão rapidamente para o PCCh, porque já não tinha mais a liderança de Cuba nem a do Brasil”. 

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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