fbpx

Entenda por que a Wikipedia vem mentindo sobre o Terça Livre



O site Wikipedia, um projeto de enciclopédia multilíngue de licença livre baseado na web e escrito de maneira colaborativa, vem propagando consistentemente informações falsas (devido aos seus colaboradores) sobre a empresa de jornalismo Terça Livre.

“A Wikipedia vem mentindo sobre o Terça Livre, chegando ao ponto de dizer que nós incitamos ‘a invasão ao Capitólio, [ao acusar, sem provas, que as eleições foram fraudadas]’, [segundo um levantamento da Agência Pública, que esta, por sua vez, é financiada por fundações como a Ford Foundation e a Open Socity Foundation]“, apontou o jornalista Max Cardoso, durante o Boletim da Noite de 6 de abril. “Se você ler o verbete sobre o Terça Livre, está cheio de mentiras.”

Além da mentira sobre a “incitação da invasão ao Capitólio”, a plataforma diz ainda que, “segundo o pesquisador de mídias digitais, David Nemer, [em um artigo da Agência Pública,] as mídias bolsonaristas, em busca de audiência, ‘trouxeram o conflito americano para o Brasil'”.

Ora, o Terça Livre simplesmente cumpriu com a sua razão de ser: anunciar os fatos ocorridos durante toda a corrida eleitoral americana, desde os escândalos do filho do atual presidente dos Estados Unidos, Hunter Biden, até a invasão ao Capitólio feita por infiltrados na manifestação.

E as informações mentirosas na Wikipedia não param por aí: segundo uma suposta análise do site E-farsas, que tem como um dos “parceiros” um site pornô, a agência de checagem “Aos Fatos” não receberia – diretamente ou indiretamente – financiamento da Open Society Foundations, fundada por George Soros.

Entretanto, a agência “Aos Fatos” reconhece abertamente ser integrante da IFCN (International Fact-Checking Network), e esta, por sua vez, é financiada pela Open Society Foundations.

A IFCN é criadora e líder da iniciativa “CoronaVirusFacts”, que, desde janeiro de 2020, visa a supostamente combater notícias falsas sobre a pandemia do vírus chinês, além de apoiar financeiramente projetos de agências de checagens.

O fundo para a iniciativa “CoronaVirusFacts”, arrecadado e distribuído pela IFCN e pelo Facebook, contemplará diversas “plataformas de checagem” pelo mundo, dentre elas aparentemente a agência “Aos Fatos”.

Segundo o Instituto Poynter, através do “Programa de concessão de verificação de fatos CoronaVírus”, este trabalho do “CoronaVirusFacts” gerou “US$ 2 milhões em apoio do WhatsApp e do Facebook. Este último fornece financiamento para doações rápidas de até US$ 50 mil para verificadores de fatos que lutam contra a desinformação do coronavírus.”

“Neste primeiro lote de anúncios, o Coronavirus Fact-Checking, apoiado pelo Facebook e pela International Fact-Checking Network, está distribuindo mais de meio milhão de dólares para apoiar projetos que fornecerão checagens de fatos traduzidas, conteúdo desmascarado em diferentes formatos, além de ajudar autoridades públicas a receber informações confiáveis ​​para se comunicar melhor sobre o COV”, declarou o Instituto Poynter.

Dentre as agências participantes da “CoronaVirusFacts” encontram-se as agências de checagem “Lupa” e “Aos Fatos” – a Agência Pública também confirmou a participação dessas duas agências.

Ainda sobre as aparentes informações mentirosas na Wikipedia, lembrou o jornalista Max Cardoso, fazendo referência à “discussão de eliminação” do verbete na plataforma: “Nós pedimos aqui para que as pessoas denunciassem, vocês fizeram isso e já está dando frutos, mas agora vem a parte mais importante: conseguir derrubar este verbete do Terça Livre”.

Nos últimos dias, o verbete “Terça Livre” passou por um processo de “discussão de eliminação”, através do qual foi discutido se retiram ou se mantêm o verbete na plataforma.

“Essa discussão de eliminação decidirá por manter ou eliminar a página através do método do consenso”, informa a plataforma de enciclopédia. O processo de eliminação por consenso é um dos três procedimentos empregados na Wikipédia para a eliminação de páginas.

“Um editor propõe o item para a apreciação da comunidade listando-o em uma página especial. Durante um período de 7 dias, o proponente discute com outros participantes da discussão sobre a exclusão ou não do artigo na Wikipédia. Todos os usuários registrados até à abertura da discussão podem participar diretamente deste processo. Ao fim do período de 7 dias, é avaliada a existência de consenso para eliminar, manter ou outra solução apontada pelos participantes. Caso não haja consenso, avaliado pelos eliminadores ou administradores; inicia-se uma votação, com duração de sete dias”, informa a plataforma.

Os argumentos durante o período de votação, para defender a permanência do verbete com os inúmeros erros, são consistentemente infundados. Em uma das falas, por exemplo, um colaborador da plataforma alega, sem fundamento algum, que o Terça Livre “tratava-se apenas de um ‘canal’ pago para defender Jair Bolsonaro no YouTube”, o que é absolutamente falso.

O grupo de administradores da Wikipedia segue os mesmo argumentos infundados e errôneos dos que defendem a permanência do verbete com os inúmeros erros.

Um dos integrantes do grupo de colaboradores, que defende a retirada do verbete, argumenta de maneira vazia: “Eu, por exemplo, acho que o Bolsoanaro é uma lombriga (e a prova é o focinho). Mas minha opinião infelizmente não conta lá, e até hoje está como humano”.

Sobre o grupo de administradores, alertou o jornalista Max Cardoso: “há grupos de administradores da Wikipedia que ficam maquinando como vão proteger aquelas mentiras que colocam no site sobre o Terça Livre. Eles querem manter essa narrativa contra a empresa.”

Passado o período de votação, encerrado na madrugada de quarta-feira (7), a plataforma injustamente declarou que “de acordo com a política de eliminação e os comentários/votos apresentados até a data referida, o resultado foi: Mantida.”

Diz ainda a plataforma: “Se o artigo foi mantido, antes de nomeá-lo para eliminação novamente, certifique-se de que já se passaram 6 meses desde o término desta discussão/votação conclusiva.”

Max Cardoso alerta que “é bom que o verbete Terça Livre, como está agora, seja derrubado, para que não fiquem na plataforma aquelas mentiras. Vocês conhecem o Terça Livre, mas alguém que comece a ouvir falar do Terça Livre agora, se for procurar na internet, assim que entra no Google, geralmente, a primeira coisa que as pessoas vão consultar é no Wikipedia. E o que elas lerão? Uma série de mentiras”.

“Você que já é administrador do Wikipedia, ou conhece pessoas que o são, entre na plataforma e procure [meios] para retirar o verbete. Justamente para retirar todas aquelas mentiras que estão lá há algum tempo”, ressaltou o jornalista, dizendo ainda que a luta para retirar aquelas mentiras precisa continuar.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

Comente

Clique aqui para comentar

Colunistas

Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: