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Entrada do Brasil na OCDE é fundamental para acelerar reformas, diz Ernesto Araújo



Em entrevista exclusiva ao Portal, o chefe do Itamaraty disse que em 2021 o Brasil continuará com esforços para ingressar na OCDE

A entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é fundamental para acelerar as reformas necessárias no país, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ao Terça Livre.

Em entrevista exclusiva ao Portal, o chefe do Itamaraty disse que em 2021 o Brasil continuará com esforços para ingressar na OCDE e que a aceitação depende do consenso dos países membros.

Segundo o ministro, até o momento não existe nenhum empecilho contra o Brasil, mas muitos países não querem a ampliação da OCDE neste momento.

“Continuamos trabalhando tanto para convencer os países da entrada do Brasil, quanto para já nos prepararmos. Nós podemos desde já aderir a muitos instrumentos, fazer mudanças legislativas que a gente precisaria fazer de toda forma”, explicou.

O Brasil é o não-membro com o maior número de adesões a instrumentos da organização. Dos 245 instrumentos, o Brasil já aderiu a 98, o equivalente a 40%, e aguarda autorização para adesão a outros 45.

No mês de janeiro, pelo segundo mês consecutivo, a economia brasileira apresentou tendência de “crescimento constante”, segundo relatório OCDE.

O levantamento avalia o comportamento econômico dos países no enfrentamento à Covid-19 e cita o Brasil como destaque entre as nações emergentes e na comparação com as principais economias mundiais que integram a entidade.

No indicador principal composto (composite leading indicator – CLI), a avaliação do Brasil passou de 103,5 em novembro de 2020 para 104,2 em dezembro do ano passado, sendo que 100 representa uma média atribuída pela OCDE para a expansão do crescimento.

Para o ministro, o mais importante da OCDE é o fato de não ser apenas um Fórum Econômico, mas de governança democrática. “Ali você tem um conjunto de princípios na área de educação, liberdade intelectual, tecnologia e que pela própria estrutura fundacional da organização são favoráveis ao esquema democrático”.

“O Brasil entrar nisso [na OCDE] é fundamental para acelerar as nossas reformas nessa linha, de uma sociedade aberta e democrática, certamente é uma lógica que vai se impondo”, disse Araújo. 

“A economia liberal não é suficiente para se ter uma democracia, mas ela reforça a democracia se você tem uma base sólida conservadora em seu país e isso fica muito claro com a OCDE. O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo, então temos muito a acrescentar à OCDE. Esse modelo democrático [da organização] se reforça com a entrada do Brasil”, finalizou o ministro.

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