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Ernesto Araújo diz que OMS tem problemas ‘de gestão e transparência’



A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, nesta terça-feira (18), ouviu o depoimento do ex-chanceler Ernesto Araújo. Em sua fala, Araújo apontou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) possui problemas “de gestão e transparência”. A mesma denúncia também foi feita pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Partiu de mim a orientação de agir nesse sentido e em outros sentidos, não para contestar a importância da OMS, mas para que nada fosse interpretado como uma carta branca para a OMS, no momento em que já se haviam identificado várias idas e vindas daquela organização”, declarou Ernesto Araújo.

O ex-chanceler destacou ainda que o fundamento diplomático para a decisão foi a necessidade de que uma entidade internacional, como a OMS, possuísse mais “transparência e eficiência nas suas decisões”.

“A OMS – isto está documentado –, em vários momentos, voltou atrás em orientações, em percepções, em diferentes recomendações a respeito da pandemia, e nós achamos que isso precisaria ser avaliado e que não se deveria simplesmente colocar um pano em cima disso, e essa frase poderia levar a isso”, explicou o ex-chanceler.

Ernesto Araújo também lembrou aos senadores que não só o Brasil, mas outros países também defendem uma reforma na OMS, apontando ainda que a pandemia é “o maior teste” pelo qual a entidade já passou, e que, embora não haja “má-fé” na instituição, ela tem problemas de “gestão e transparência”.

À época, os membros de um dos comitês da Assembleia Geral da ONU queriam ainda evidenciar a importância da entidade no combate ao vírus chinês. Em uma contraproposta, os EUA, que haviam rompido com a OMS, queriam retirar essa parte do documento.

“Eu acredito que esse problema na OMS está claro para todo mundo. O próprio noticiário mostrou isso desde o início da pandemia, o quanto a OMS voltou atrás em várias questões”, apontou o jornalista Kassio Freitas, durante o Boletim da Noite desta terça-feira (18).

“Sobre a situação de declarar pandemia, o próprio governo brasileiro havia pedido à OMS que declarasse, mas ela falou que ‘não, não é a hora. Não é agora’ e logo em seguida, no entanto, resolveu declarar. Está tudo documentado inclusive pela Folha de São Paulo, Jornal O Globo e pela imprensa mundial”, concluiu Kassio Freitas.

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