fbpx
pngwing.com

Esquerda sofre derrota nas eleições legislativas da República Tcheca



 

A esquerda na República Tcheca sofreu um grande revés na eleição legislativa que aconteceu nos últimos dias. A derrota é a maior desde a redemocratização do país, no início dos anos 1990, quando o comunismo caiu nos países da região da Europa Central.

A esquerda não passou dos 10% de votos, com os comunistas tendo alcançado um número menor que 4% e os sociais-democratas ficando com apenas 5%, fazendo com que os partidos CSSD e KSCM ficassem fora do parlamento do país.

Durante o Radar da Mídia dessa segunda-feira (11), o professor José Carlos Sepúlveda fez uma análise completa explicando o porquê do afastamento do povo tcheco da esquerda, sobretudo os sociais-democratas, e as conexões que há entre o resultado da eleição legislativa, a queda do muro de Berlim, que marcou o fim do domínio comunismo, e a aproximação da União Europeia com suas ingerências sobre os países da região.

“Essa varrida pra fora do mapa do poder do Partido Social Democrata e do Parido Comunista tem algo a ser considerado do ponto de vista do que aconteceu desde a queda do comunismo. Quando houve a queda do comunismo esses países estavam traumatizados e empobrecidos pelo comunismo e desde a queda eles começaram a tentar se reerguer quando mais ou menos pelos anos de 2004, alguma coisa assim, a Europa unida começou a estender a mão para o este europeu com os bolsos cheios de dinheiro dizendo o seguinte ‘olha, vocês estão precisando de dinheiro para se reerguerem, nós temos como ajudá-los’ e a União Europeia começou a tentar configurar esses países. Só que há um pequeno detalhe: desde a queda do muro e desde 2004 o tempo foi passando, e portanto a velha geração que tinha vivido o comunismo foi desaparecendo, e foi aparecendo uma nova geração que não tem esse complexo diante de uma União Europeia enriquecida; eles acham que têm capacidade de levantar os países deles, serem dinâmicos e não são aquela geração que viveu sob o comunismo, e isso foi alterando muito o sentimento dos países. E um dos sentimentos que está vindo agora à tona é o seguinte: essa Europa Unida está sendo opressora para nós, já vivemos uma experiência com o domínio soviético, agora experimentamos um domínio com a União Europeia”, explanou.

Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, membro do Movimento Conservador, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e jornalista do portal Terça Livre.

Comente

Clique aqui para comentar

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: