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Estadão teve acesso aos recursos concedidos à oposição e optou por não divulgá-los, diz MDR



O Ministério do Desenvolvimento Regional rebateu as informações publicadas pelo Estadão no último fim de semana sobre o suposto “orçamento secreto” criado pelo governo federal para favorecer a base aliada no Congresso.

Apelidada de “tratoraço”, a operação denunciada pelo jornalista Bruno Pires serviria para favorecer deputados e senadores apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na distribuição das emendas de tipo RP 9, que são de responsabilidade do chamado relator-geral da Comissão Mista de Orçamento, o senador Márcio Bittar.

De acordo com a reportagem,  a distribuição da emendas não está obedecendo o princípio da equidade e só estariam recebendo recursos os apoiadores do governo.

O ministro Rogério Marinho, titular da pasta do Desenvolvimento Regional, rebateu a narrativa criada pelo Estadão e sugeriu má-fé nas informações. O ministro mostrou como um dos beneficiados foi o senador Humberto, o mesmo congressista que denunciou o “orçamento secreto”. O petista mandou R$ 12 milhões do suposto “orçamento secreto” para reformar estradas em Pernambuco, seu estado. Após as contestações feitas pelo ministro, a tag “Estadão Fake” ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Nesta terça-feira (11) o Ministério emitiu nota oficial sobre o caso, na qual afirma que a reportagem teve acesso aos ofícios de parlamentares da oposição que tiveram indicações contempladas dentro do RP9, mas preferiu omiti-los, divulgando apenas os da base aliada.

O assunto foi tema do Boletim da Manhã de hoje. Para o analista político e fundador do Terça Livre, Italo Lorenzon, os assinantes do Estadão deveriam processar o jornal.

“Acho importante um trecho específico da nota do Ministério do Desenvolvimento Regional do governo que diz que a reportagem do Estadão teve acesso aos recursos alocados pela oposição e optou por não divulgá-lo, e mais, optou por dizer ‘só contemplou parlamentares da base do governo’. Ele optou por dizer isso, pois tinha a informação, recebeu o documento. Só isso aí é para os leitores do Estadão processarem o jornal”, disse.

“Você, leitor do Estadão, foi lesado. Se encontrarem algum assinante do Estadão – está mais fácil achar torcedor do Santos do que assinante do Estadão ultimamente – digam isso para ele: você foi lesado. Você tem direito a reparação judicial. Comece a fazer isso e vai ver como esse negócio vai parar”, acrescentou.

Lorenzon questionou ainda o silêncio das agências autointituladas “checadoras de fatos” sobre a notícia enganosa do Estadão.

“A questão é: a Lupa vai se pronunciar? A Agência Aos Fatos vai se pronunciar? Vão dizer que é ‘enganoso’ ou ‘parcialmente falso’? É engraçado, eles pegam um negócio que induz a uma ideia de que eles não gostam e dizem ‘isto é enganoso’, a matéria não é falsa, é “enganosa”. Espera, tem verdades ou inverdades ali? ‘Não, é enganosa’. Sabemos que jornalismo de insinuação virou a especialidade desse pessoal”.

Veja a íntegra do comentário

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