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EUA pede para voltar ao Conselho de Direitos Humanos da ONU



O governo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (24) que está concorrendo novamente a uma vaga no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

A notícia foi dada pelo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.

A decisão revoga uma medida do governo do ex-presidente Donald Trump em 2018.

Em um comunicado ao conselho, Blinken disse que os Estados Unidos buscariam a eleição para uma cadeira no principal órgão de direitos humanos da ONU para o mandato de 2022 a 2024.

“Pedimos humildemente que todos os Estados-membros das Nações Unidas apoiem o nosso desejo de voltar a ocupar um lugar nessa instituição”, pediu Blinken ao fazer o anúncio.

No entanto, o secretário ainda declarou que o órgão precisava de reformas, incluindo no seu “foco desproporcional” em Israel.

Israel tem sido o único país cujo histórico de direitos é examinado em todas as reuniões trienais do Conselho.

Para completar suas críticas, mas sem citar nomes, o secretário de Biden defendeu que países com históricos de violações dos direitos humanos não deveriam ser membros do conselho.

A administração Trump saiu do conselho em junho de 2018 em sinal de discordância ao tratamento dos participantes do conselho em relação à Israel.

Segundo o jornal norte-americano The Epoch Times, o país de longe recebeu o maior número de resoluções críticas do conselho, em comparação a qualquer outro país.

Entre os 47 países membros do conselho, estão a China, Cuba, Eritreia, Rússia e Venezuela.

As cinco nações são frequentemente denunciadas por violações dos direitos de seus cidadãos.

Em 2018, a então embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, acusou o Conselho de atuar como “um protetor dos abusos dos direitos humanos e uma fossa de preconceito político”.

No ano passado, o órgão recebeu duras críticas por nomear a China para um painel que ajuda a selecionar os investigadores de direitos do conselho, disse o Epoch Times.

“Melhorar o Conselho e avançar seu trabalho crítico é um trabalho melhor realizado com um assento à mesa”, defendeu o secretário de Estado dos EUA.

Em seu comunicado a ONU, Antony Blinken disse que os EUA iriam “denunciar abusos em lugares como Venezuela, Nicarágua, Cuba e Irã”. E também reiterou o apelo para que a Rússia liberte Alexei Navalny, bem como centenas de outras pessoas detidas durante os protestos contra o governo Putin.

“Nós falaremos pelos valores universais quando atrocidades forem cometidas em Xinjiang ou quando as liberdades fundamentais forem minadas em Hong Kong”, disse ele, referindo-se à detenção pelo regime chinês de mais de 1 milhão de muçulmanos uigures na região do extremo oeste de Xinjiang, e Ampliação da repressão de Pequim em Hong Kong.

Nikki Haley, ex-embaixadora dos Estados Unidos na ONU, criticou a ação do governo Biden em seu perfil no Twitter.

“Os EUA não deveriam dar credibilidade ao falso Conselho de Direitos Humanos da ONU. Um grupo que encobre os piores violadores dos direitos humanos do mundo e passa a maior parte do tempo atacando Israel.”, afirmou.

No início deste mês, um grupo de 45 legisladores republicanos da Câmara enviou uma carta ao presidente Joe Biden, pedindo-lhe que não se juntasse ao órgão que adotou nenhuma resolução condenando países como China, Rússia, Cuba e Paquistão entre 2006 e 2019.

“Acreditamos que o [ex] presidente Trump estava certo em retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos. A participação dos Estados Unidos neste órgão não levou a nenhuma reforma significativa”, escreveram.

Conforme o Terça Livre noticiou, o presidente Biden já havia adiantado o retorno do país ao Conselho no dia 08 de fevereiro.

Com informações: The Epoch Times e Agência Brasil.

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