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Joe Readle/Getty Images

EUA: Policial que matou Ashli ​​Babbitt no Capitólio não será acusado



O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (14) que não irá prosseguir com as investigações contra o Oficial da Polícia do Capitólio que matou a veterana da Força Aérea norte-americana, Ashli Babbitt, durante a invasão no dia 6 de janeiro.

A declaração vem mais de 3 meses após a morte da cidadã que protestava contra as fraudes eleitorais e em apoio ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

A decisão foi divulgada após o Gabinete do Procurador dos EUA do Distrito de Columbia e a Divisão de Direitos Civis do DOJ decidirem conjuntamente não prosseguir com as acusações contra o oficial depois de uma suposta “investigação completa”.

De acordo com as informações divulgadas pelo DOJ, durante as investigações autoridades examinaram imagens de vídeo postadas nas redes sociais, declarações do policial envolvido e de outros policiais e testemunhas dos eventos, evidências físicas da cena do tiroteio e os resultados de uma autópsia.

“Com base nessa investigação, as autoridades determinaram que não há evidências suficientes para apoiar um processo criminal”, afirmou o Departamento de Justiça do Distrito da Columbia em um comunicado.

O advogado do Policial – que não teve sua identidade revelada – afirmou que a decisão do Departamento de Justiça “é a única conclusão correta após os eventos de 6 de janeiro.”

“O tenente exerceu profissionalismo e uma contenção fantástica na defesa e proteção dos membros do Congresso”, argumentou o advogado Mark Schamel.

O Gabinete do Procurador do Distrito de Columbia reiterou que a investigação tinha como objetivo identificar se o policial, autor do disparo, havia violado leis federais dos EUA, no entanto, a apuração do caso “não revelou nenhuma evidência.”

Terrell Roberts, um advogado da família, disse ao Epoch Times que a decisão foi “desconcertante”.

“Acho desconcertante, dadas as circunstâncias, que é um caso claro de atirar em uma pessoa desarmada sem qualquer justificativa legal, mas não tenho ideia do que levou à decisão deles”, disse Roberts.

A família de Ashli Babbitt declarou também que planeja prosseguir com uma ação judicial contra o policial por uso excessivo da força.

“Reconhecendo a trágica perda de vidas e oferecendo condolências à família da Sra. Babbitt, o Ministério Público e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, portanto, encerraram a investigação sobre este assunto”, concluiu o Gabinete do Procurador do Distrito de Columbia no comunicado à imprensa.

No Twitter diversos cidadãos dos Estados Unidos se manifestaram contra a decisão, pedindo justiça por Ashli.

“A vida de Ashli Babbitt é importante”, disse um internauta.

Opositores dos conservadores norte-americanos, no entanto, comemoraram a decisão e acusaram Ashli de ser uma “terrorista.”

Com informações: Epoch Times e DOJ.

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