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TSE
José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Ex-presidentes do TSE assinam nota contra o voto impresso



 

Todos os ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 1988 emitiram uma nota nesta segunda-feira (2) em resposta à transmissão de Jair Bolsonaro expondo as fragilidades do sistema eleitoral, sobretudo das urnas eletrônicas. A fala em nome do órgão vem com o título de união em torno da ‘defesa da democracia’.

Além dos antigos chefes do órgão, Luís Roberto Barroso, que atualmente preside o tribunal, Edson Fachin, vice, e Alexandre de Moraes, próximo presidente do TSE, também são signatários. A presidência é rotativa. Ao todo, são 18 signatários.

“As urnas eletrônicas são auditáveis em todas as etapas do processo, antes, durante e depois das eleições. Todos os passos, da elaboração do programa à divulgação dos resultados, podem ser acompanhados pelos partidos políticos, Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, universidades e outros que são especialmente convidados. É importante observar, ainda, que as urnas eletrônicas não entram em rede e não são passíveis de acesso remoto, por não estarem conectadas à internet”, traz um trecho da nota emitida pelo TSE.

No entanto, em entrevista ao Terça Livre, o engenheiro e estudioso das urnas eletrônicas utilizadas no sistema eleitoral brasileiro, Amílcar Brunazo, disse que para provar que o sistema não é falho, o próprio TSE precisa da comprovação em papel.

“Vamos fazer o teste de votação paralela, a gente vai pegar algumas urnas, sortear, levar para o TRE e vai pôr os votos, todo mundo olhando aqui para o que que a gente está fazendo, filmar e depois, no final do dia, vão contar e ver se está certo. Veja só, para eles provarem que o software da urna impeça a votação paralela eles precisam do voto no papel, eles registram o voto no papel, o mesário lê o que está escrito no papel e digita para gravar e a câmara está filmando que o que tá no papel”, disse o engenheiro durante a entrevista.

Em participação no Radar da Mídia desta segunda-feira (29), o analista político José Carlos Sepúlveda comentou sobre quem é o principal agente no processo eleitoral: o povo.

“O titular do processo eleitoral é o eleitor, o grande princípio da democracia representativa é que o soberano é o povo, não um ministro do Supremo, ou o Ministro TSE ou o grupo do TSE. Eles não são nada, são apenas as pessoas que organizam administrativamente as eleições,” frisou o analista.

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Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, membro do Movimento Conservador, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e jornalista do portal Terça Livre.

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