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EXCLUSIVO: ‘Espero que um dia os EUA tenham seu próprio Bolsonaro’, diz CEO do Gab

Andrew Torba, CEO do Gab


Em entrevista exclusiva ao Terça Livre, Andrew Torba, CEO do Gab, fala sobre a necessidade de construir novas redes sociais onde as informações são livres da censura comunista

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Muitos internautas estão deixando as chamadas Big Techs e migrando para plataformas mais “livres” depois que uma verdadeira caça às bruxas anticonservadora começou a imperar nas redes sociais.

Essa movimentação ganhou ainda mais força depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi banido das redes sociais sob alegação de “discurso de ódio” e por supostamente “ferir diretrizes”, como noticiou o Terça Livre.

Uma das redes sociais que explodiu em acessos nos últimos dias foi o Gab.com, fundado pelo americano Andrew Torba, tornando-se uma opção à censura sofrida nas demais redes. O próprio Donald Trump já possui um perfil oficial no Gab.   

Desde que lançou o Gab em agosto de 2016, Torba tem sido difamado pelas Big Techs, pela grande mídia, por acadêmicos, membros do Congresso dos EUA, governos estrangeiros e o establishment político por se recusar a censurar o discurso político protegido pela Primeira Emenda da Constituição Americana. 

Em sua biografia no Gab, Torba conta como sua primeira empresa foi aceita na Y Combinator, uma das investidoras de startups de maior prestígio no Vale do Silício. Depois de viver e trabalhar no círculo íntimo do Vale do Silício por um ano e meio, ele se desiludiu com as gigantes da tecnologia.

Depois de testemunhar o aumento da censura online durante as eleições de 2016, Torba deixou o Vale do Silício e começou a Gab.com, motivado a lançar uma revolução na alta tecnologia.

Em entrevista exclusiva concedida ao Terça Livre no domingo (24), o empresário conta que criou o Gab para defender a liberdade de expressão online para todas as pessoas e em todo o mundo.

Para ele, a liberdade de expressão é um direito humano fundamental. “A liberdade de expressão é inimiga dos tiranos. A liberdade de expressão deve ser preservada a todo custo”, afirmou.

Torba também falou sobre como tem sido pressionado pela mídia, grupos políticos e governos a censurar discursos políticos em sua plataforma.

Questionado sobre o “Silence Day” – uma iniciativa dos brasileiros nas redes sociais -, Andrew disse que o movimento é uma excelente ideia.

Ele também elogiou o presidente Jair Bolsonaro, de quem disse ser um grande fã, e disse que espera que um dia os Estados Unidos tenham “seu próprio Bolsonaro que não tenha medo de dizer a verdade e colocar Deus em primeiro lugar”.

O presidente brasileiro já foi convidado pelo próprio CEO do Gab a criar uma conta na plataforma. Até o momento Bolsonaro não criou seu perfil na rede social.

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Terça Livre: O GAB tornou-se uma opção para muitos conservadores. A plataforma poderia censurar opiniões divergentes, assim como estão fazendo as Big Techs? Ou seja, baniria usuários apenas por “pensarem diferente”?

Andrew Torba: O Gab foi criado especificamente para frear este tipo de censura que vemos no Twitter e em outras plataformas das Big Techs. Aceitamos toda e qualquer opinião em nosso site. 

Não aceitamos atividades ilegais, como ameaças de violência, exploração infantil ou pornografia. Todos são bem-vindos para dizer o que pensam e compartilhar suas opiniões, crenças e ideias uns com os outros. Nosso trabalho é manter uma plataforma rápida e confiável e ter certeza de que nenhuma atividade ilegal aconteça em nossa comunidade.  

Terça Livre: Os usuários do Gab aumentaram desde que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi banido do Twitter?

Andrew Torba: Mais de 30 milhões de pessoas visitaram o Gab nos últimos 30 dias, mais de 200 milhões de páginas foram visitadas e o número está aumentando. Milhões de pessoas criaram uma conta no Gab e nós também os vimos deletar suas contas no Facebook e no Twitter. Tivemos um crescimento de mais de 300%.

Terça Livre: Quantos brasileiros já entraram para o Gab?

Andrew Torba: Ao contrário das Big Techs, não fazemos muito rastreamento ou coleta de dados sobre nossos usuários, por isso é difícil dizer exatamente, mas estimamos que haja cerca de 300 mil brasileiros ou mais no Gab hoje, com mais pessoas aderindo à plataforma o tempo todo.

Terça Livre: O Gab foi pressionado a banir conteúdos considerados “discurso de ódio”? Se sim, como vocês resistiram a isso?

Andrew Torba: Sim, temos sido pressionados por grupos ativistas, governos estrangeiros (incluindo o governo do Brasil) e a mídia para proibir o “discurso de ódio”. Não acreditamos que “discurso de ódio” exista e concordamos com a Suprema Corte dos Estados Unidos, que decidiu muitas vezes que o discurso é protegido pela Primeira Emenda. Se os usuários virem algum conteúdo de que não gostem ou que os ofenda, eles podem deixar de seguir, bloquear ou silenciar as pessoas.

Terça Livre: Aqui no Brasil está surgindo um momento chamado “Silence Day”. A ideia é ficar longe das redes sociais como Twitter, Facebook e Instagram em determinado dia. É uma forma de protesto contra a censura. Na sua opinião, os conservadores devem migrar totalmente para redes sociais onde são livres ou devem permanecer também nas Big Tech e lutar por sua liberdade de expressão?

Andrew Torba: É uma excelente ideia. Não adianta lutar em um campo de batalha controlado pelos comunistas. Você nunca vai vencer. Eles sempre terão a vantagem. Precisamos construir novas plataformas a partir do zero, para que possamos trocar informações livremente sem que os comunistas as censurem. Este é o único caminho. Não podemos permitir que nossos inimigos nos rastreiem, coletem todas as nossas informações e nos silenciem.

Terça Livre: Por que você criou o Gab?

Andrew Torba:Para defender a liberdade de expressão online para todas as pessoas, em todo o mundo.

Terça Livre: Para você, o que é ter liberdade de expressão?

Andrew Torba: A liberdade de expressão é um direito humano fundamental. A liberdade de expressão é inimiga dos tiranos. A liberdade de expressão deve ser preservada a todo custo.

Terça Livre: O que você gostaria de dizer aos nossos leitores?

Andrew Torba: Amamos o grande povo do Brasil no Gab, e sou um grande fã do Bolsonaro. Espero que um dia os Estados Unidos tenham seu próprio Bolsonaro, que não tenha medo de dizer a verdade e colocar Deus em primeiro lugar.

Para o povo do Brasil, eu diria que precisamos colocar Cristo em primeiro lugar se quisermos derrotar esses comunistas. Faça de Cristo o centro de sua vida e compartilhe o Evangelho de Jesus com seus amigos e familiares. Precisamos reformar nossos corações e mentes se quisermos reformar nosso mundo e impedir a ascensão do comunismo em todo o planeta juntos. Não podemos fazer isso sem Cristo.

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