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Exclusivo: Ex-chefe da Secom desmente fake news da Globo sobre ‘direcionamento de verbas’

Anderson Riedel/PR


O ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal, Fabio Wajngarten, desmentiu nesta quarta-feira (09) a narrativa da Rede Globo sobre supostos direcionamentos de verbas para jornais conservadores.

A declaração foi dada ao vivo, durante o programa Boletim da Noite no Terça Livre TV.

“Uma produtora do Jornal Nacional, às 19:56 – com o jornal entrando no ar perto das 20h -, ela me manda uma mensagem pedindo uma nota explicativa sobre uma matéria de suposto direcionamento de verbas da Secom para o site Terça Livre, onde, em tese, segundo o que ela fala, provoca desestabilização democrática, desinformação e outros adjetivos que ela enumera. Às 20:18, eu respondo à mensagem dela com 45 palavras, uma nota que leva 12 segundos para o William Bonner poder ler”, explicou Wajngarten.

“Fabio Wajngarten informa que não houve verba direcionada para nenhum site ou blog. Sua gestão foi baseada em mídia técnica. Eventual publicidade recebida por sites foram feitas pela plataforma do Google, que, através de algoritmos, remunera páginas mais acessadas, sem qualquer direcionamento”, escreveu o ex-secretário na nota enviada ao Jornal Nacional.

O principal jornal da TV Globo, no entanto, não leu a nota enviada e disse somente que “Fábio Wajngarten afirmou que não houve verba direcionada para nenhum site ou blog”.

Após uma das maiores emissoras do Brasil divulgar uma matéria em que afirmava que “verba federal pode ter abastecido sites bolsonaristas” e criar narrativas negativas sobre o Terça Livre, o jornalista Allan dos Santos, que não foi procurado pela reportagem, decidiu esclarecer a verdade sobre os fatos.

Conforme os nossos jornalistas já haviam apontado, as supostas verbas são, na verdade, recebimentos por meio da plataforma AdSense, serviço de publicidade oferecido pelo Google Inc.

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A plataforma de publicidade não permite que o anunciante escolha as empresas em que suas propagandas podem ser direcionadas.

Da mesma forma, websites que se inscrevem para exibir anúncios em texto, imagem e vídeo não obtêm as escolhas de instituições, pois a exibição dos anúncios é administrada pela Google.

Em sua entrevista ao Terça Livre, Wajngarten esclareceu que “herdou” licitações sobre empresas que administram a propaganda do Governo, de gestões anteriores, evidenciando assim a não existência de qualquer direcionamento de verbas.

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A rede Globo usa como argumento de suas falsas acusações um relatório da Polícia Federal (PF). No entanto, as informações da PF entregues ao ministro Alexandre de Moraes (relator e vítima do processo) foram forjadas.

Em janeiro deste ano, a Polícia Federal declarou ainda que não encontrou provas suficientes para indiciar pessoas que seriam responsáveis pela suposta realização ou financiamento de “atos antidemocráticos”.

A emissora, no entanto, desde a semana passada, voltou a atacar conservadores alvos de inquéritos como o 4828 – dos “atos antidemocráticos – e o 4781 – das “fake news” -, em defesa da continuidade das investigações.

O posicionamento da Globo é contrario ao pedido da Procuradoria-Geral da República, que no dia 04 de junho pediu o arquivamento do Inquérito 4828, argumentando que a PF mudou o foco do objetivo principal da investigação.

“Está escancarado que não há princípio ético jornalístico [por parte da Globo]”, declarou Fabio Wajngarten ao TL TV.

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