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Exclusivo: ‘Não tem limite moral e humano para as suas ações’, afirma major sobre serial killer do DF



Em entrevista exclusiva ao Terça Livre nesta terça-feira (15), os majores Luiz Fernando Ramos Aguiar (comandante do 27º Batalhão de Polícia Militar no Distrito Federal) e Olavo Mendonça (subcomandante 4° Batalhão de Polícia Militar) falaram sobre o assassino em série que está aterrorizando a capital do Brasil. 

Lázaro Barbosa de Sousa é dono de extensa ficha criminal, que inclui uma condenação por homicídio na Bahia; mandado de prisão por estupro e roubo com arma de fogo em Brasília. O maníaco é procurado por assassinar quatro pessoas da mesma família na última quarta-feira (9).

O “serial killer do DF”, como ficou conhecido, está fugindo de uma força-tarefa de mais de 200 policiais, envolvendo cães e até helicópteros. De acordo com os investigadores, o que dificulta ainda mais sua localização é o fato de Lázaro ser “um mateiro experiente, que anda e dorme pelas matas”.

De acordo com o major Aguiar, diferentemente do que está sendo noticiado na imprensa, o maníaco não fugiu da prisão. Ele não teria retornado à penitenciária após uma das tradicionais “saidinhas”. Ainda conforme o policial, Lázaro é um indivíduo complexo.

“É um indivíduo altamente complexo no sentido das suas ações. Elas parecem muitas vezes não ter uma motivação racional, parece até uma motivação espiritual, algo assim, totalmente antissocial, totalmente fora do esperado no comportamento humano normal”, afirmou.

Ainda de acordo com o major Olavo, é provável que Lázaro esteja ferido após trocar tiros com a polícia e tentar invadir uma casa onde foi confrontado por um caseiro que possuía armamento.

“Ele conseguiu entrar em uma casa e inclusive atirou no caseiro, que reagiu, tinha uma calibre 12 e atirou nele, parece que ele está ferido, mas a caçada continua”, explica o policial. 

Os investigadores encaram Lázaro como um psicopata já diagnosticado por psiquiatras e que não poderia ter deixado a penitenciária.

 “O primeiro aspecto a se notar é  que esse indivíduo é antissocial por uma questão quase inexplicável, é o que nós muitas vezes chamamos na criminologia de um psicopata, que não tem nenhum limite moral e humano para as suas ações. Ele foi solto em um ‘saidão’, apesar de ter um laudo de psicólogos dizendo que ele não poderia ir para a rua porque ele tinha tendências fortes a crimes, problemas de tendências a crimes sexuais, um indivíduo perigosíssimo, de alta periculosidade, e foi solto”, comentou o major.

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