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Exclusivo: Wajngarten lembra verbas recebidas pela velha mídia

Anderson Riedel/PR


O ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal (Secom), Fabio Wajngarten, deu uma entrevista exclusiva nessa quarta-feira (9) em que desmentiu a narrativa da Rede Globo sobre supostos direcionamentos de verbas para jornais conservadores e relembrou os lucros da emissora durantes governos anteriores.

A declaração foi dada ao vivo, durante o programa Boletim da Noite no Terça Livre TV, e veio depois da divulgação de reportagens em que a emissora afirma que a Secom teria investido dinheiro de maneira ilegal em sites supostamente “bolsonaristas”.

Exclusivo: Ex-chefe da Secom desmente fake news da Globo sobre ‘direcionamento de verbas’.

Conforme o Terça Livre noticiou, o órgão já havia desmentindo a informação em 2019. A Rede Globo, no entanto, volta a alimentá-la, tendo como argumento um relatório da Polícia Federal.

O jornalista e correspondente internacional Allan dos Santos declarou, durante o programa, que o ato da velha mídia é uma clara perseguição às mídias independentes.

Wajngarten explicou que pouco antes de o Jornal Nacional ir ao ar, uma assessora do programa havia enviado a ele uma mensagem pedindo explicações sobre as acusações falsas. O ex-secretário respondeu com uma nota pouco mais de 20 minutos depois. A resposta, porém, foi ignorada pela TV Globo.

“[Com essa ação] fica escancarado que não existe princípio ético-jornalístico, fica evidenciado onde está alicerçado o jornalismo da TV Globo, fica evidente uma perseguição aos entes do governo”, disse Wajngarten.

Governo anuncia cem vezes mais em sites de esquerda do que no Terça Livre

Ainda durante a entrevista exclusiva, o ex-secretário lembrou que o debate deve ser ampliado, para tratar não somente das verbas para os jornais online, mas para as mídias “offline”.

“Nos dois anos da minha gestão, 100% da verba digital foi paga por meio do Google, conforme amplamente explicado em uma entrevista coletiva que fiz com o secretário de Publicidade e Promoção da Secom, Glen Valente”, disse

Também no ano passado, o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, enviou à Secom um relatório em que a Big Tech evidencia que jornais conservadores receberam cerca de 0,01% da verba destinada para campanha da “Nova Previdência”. De acordo com os dados, o Terça Livre recebeu menos de R$ 36,00.

O serviço do Google é prestado por meio da ferramenta AdSense e escolhido por agências de publicidade contratadas. Isso acontecia antes mesmo de Fabio Wajngarten assumir a Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal.

“Reitero aqui que durante a minha gestão na Secom não foram feitos investimentos em publicidade de forma direta sem o Google em nenhum site ou blog, vamos deixar isso muito claro. Não existe nem de forma indireta, já que a Secom não determina em quais os sites o Google tem que fazer publicidade”, afirmou.

Questionado sobre quais poderiam ser os motivos da perseguição da emissora aos jornais e personagens da direita e do conservadorismo brasileiro, Fabio Wajngarten lembrou que houve uma mudança na formação do governo atual.

De acordo com o ex-secretário, a gestão mais técnica das comunicações provocou uma mudança que atingiu diretamente a ação da mídia “offline”, acostumada com um antigo ecossistema.

“A Rede Globo nunca gostou que na Secom tivesse uma pessoa técnica que conhecesse o modus operandi deles”, afirmou Wajngarten.

“Durante a minha gestão a secretaria foi muito técnica, muito apurada. A Secom sempre se preocupou com a mídia regional, com o digital. Além disso a Secom foi modernizada na minha gestão. Bandeira minha, profissional, sempre foi modernizar o ecossistema publicitário do offline, do não digital. Poucos sabem que a Rede Globo tem 34/38% da audiência. A Rede Globo tem 34/38% da audiência das emissoras abertas para 85/88% do total de investimentos do privado”, pontuou.

“Eu vou repetir, mas é muito importante que todos saibam a dimensão da distorção, todos falam que a mídia pública, ou seja, os anunciantes públicos não são técnicos. A mídia pública é extremamente técnica, o problema está no ecossistema privado, nos anunciantes privados”, comentou.

A ação de monopólio da emissora é alvo de um inquérito administrativo, que apura possíveis condutas anticompetitivas do Grupo Globo em contratos com agências de publicidade.

A investigação foi instaurada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Mídias de esquerda já foram mais rentáveis em outros tempos.

Durante a entrevista, o jornalista Allan dos Santos relembrou o caso do “Cartão Vermelho” da Globo, em que a emissora foi acusada de pagar propina por transmissão de Copa do Mundo.

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