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Exército dos EUA se prepara para um possível conflito global de terras com a China



O General do Exército dos Estados Unidos, Richard Coffman, afirmou nesta quarta-feira (14) que os americanos devem estar – e já estão – se preparando para um conflito terrestre mundial com o Exército de Libertação Popular (PLA), do Partido Comunista da China (PCCh).

“Qualquer um que fosse à guerra com os Estados Unidos seria tolo, mas temos que estar prontos, não importa onde seja ou quando”, afirmou Coffman.

O General também reconheceu que existem “muitos atores malignos” no mundo, e a China comunista é um deles, mas, ao contrário de outros, a Republica Popular da China (RPC) é a maior ameaça aos Estados Unidos.

“Eles estão usando todo o governo, 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 [dias], diplomático, de informação, militar e econômico [para competir e enfraquecer os EUA]”, alertou Coffman.

De acordo com o Major General do Exército, os EUA têm apenas duas opções diante da competição militar da China comunista: deter ou incitar o conflito.

Coffman disse que “os Estados Unidos estão no negócio de dissuasão, [porque] não queremos ir para a guerra”, mas garantiu que os EUA estariam sempre prontos, se necessário, para o conflito com o país comunista, com força absoluta para conter o impulso do outro lado para travar a guerra.

“[O Exército dos EUA] é um exército global. Temos que estar prontos para lutar em qualquer lugar do mundo. A China é a nossa ameaça de ritmo e vamos trazer velocidade, alcance e determinação para que possamos ter o domínio das decisões em qualquer lugar do mundo, e sermos vitoriosos”, declarou Coffman.

Segundo o Major-general, se surgir um conflito militar entre os EUA e a China, o regime comunista não limitará o conflito ao Mar da China Meridional ou ao Estreito de Taiwan. “Cada cenário, quer comece lá ou em outro lugar, se tornará global rápido, mais rápido do que um incêndio florestal.”

Coffman também reconheceu que o conflito pode se expandir da noite para o dia, para o Ártico ou a África. “É uma situação global com a qual estaríamos lidando”, alertou. “Qualquer crença de que a China se autolimitaria no conflito é míope”, completou o Major-general do Exército dos EUA.

O vice-presidente da Comissão Militar Central do PCCh e segundo no comando da ditadura depois de Xi Jinping, o general chinês Xu Qiliang, ainda no início de março deste ano chegou a pedir um aumento dos gastos militares, porque considerou que um conflito militar entre a China e os EUA era algo “inevitável”.

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