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Facebook promete cancelar grupos políticos



O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, disse nesta quarta-feira (27) que sua plataforma deixará de ‘recomendar grupos políticos e cívicos’ a seus usuários, em um esforço para “baixar a temperatura e desencorajar conversas divisivas”.

A ação da rede social, por consequência, diminuirá o alcance dessas páginas, que ‘coincidentemente’ são em sua maioria de conservadores.

A empresa anunciou em outubro de 2020 que havia tomado “medidas de emergência” que deixaram de recomendar esses grupos aos usuários dos Estados Unidos na corrida para as eleições presidenciais.

Zuckerberg declarou ontem, que a política agora se tornará permanente e se aplicará aos usuários de todos os países.

“Estamos continuando a ajustar como isso funciona, mas agora planejamos manter os grupos cívicos e políticos fora das recomendações a longo prazo e planejamos expandir essa política globalmente”, disse Zuckerberg durante uma teleconferência.

“Esta é uma continuação do trabalho que estamos fazendo há algum tempo para baixar a temperatura e desencorajar conversas divisivas.”

O CEO também prometeu tomar medidas para reduzir a quantidade geral de conteúdo político que os usuários veem em seu feed de notícias, informou o jornal The Epoch Times.

Zuckerberg disse que, embora as postagens políticas representem apenas uma “pequena minoria” do conteúdo do Facebook, ele sentiu que “muitas coisas” se politizaram e que a política “tinha uma maneira de se infiltrar em tudo”.

“Um dos principais comentários que estamos ouvindo de nossa comunidade agora é que as pessoas não querem que a política e a luta se apropriem de sua experiência em nossos serviços”, argumentou.

Segundo o Epoch Times a “promessa renovada de Zuckerberg vem depois que o senador Ed Markey (D-Mass) condenou certos grupos políticos no Facebook como “criadouros do ódio” e “locais para coordenação da violência”.

“O Facebook deve explicar a aparente discrepância entre suas promessas de parar de recomendar grupos políticos e o que fez”, escreveu Markey em uma carta a Zuckerberg, citando o relatório do The Markup que revelou que 12 dos 100 principais grupos promovidos pelo Facebook eram políticos.

No último dia 11 de janeiro, o Facebook anunciou que estava removendo todo o conteúdo que continha a frase “Stop the Steal”(pare o roubo), uma frase usada por apoiadores do ex-presidente Donald Trump para questionar a integridade da eleição presidencial de 2020, conforme o Terça Livre noticiou.

A empresa argumentou que a mudança foi uma tentativa de remover conteúdo que “poderia incitar mais violência” antes da posse do democrata Joe Biden.

The Epoch Times.

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