fbpx

Fake news ou desinformação?



*por Max Cardoso

O que chamamos hoje de fake news pode ser muito bem compreendida como a antiga prática soviética da desinformação

A mais apurada filosofia aristotélica sabe que um dos sinais mais seguros de que se está diante de uma informação verdadeira sobre algo ocorre quando as várias fontes convergem.

Ou seja, fontes distintas, de diferentes tempos e lugares, e que de preferência não tenham nenhuma relação entre si, afirmam a mesma coisa. Ao contrário, pode-se suspeitar de que se está diante de uma mentira quando as várias fontes divergem, as informações se contradizem e não fazem sentido lógico.

Neste ano de 2019, o tema das fake news obteve grande repercussão no debate público nacional. Quando olhamos seriamente a questão, algo que não vimos ser feito por ninguém ao longo do ano, percebemos uma grande semelhança com um conceito muito popular na época da Guerra Fria chamado de desinformação.

A grande expoente nesse tema foi a União Soviética com a sua famigerada prática conhecida como Dezinformatsiya, expressão da qual o termo tinha a sua base.

A Grande Enciclopédia Soviética de 1952 a definia como “disseminação (na imprensa, no rádio etc.) de relatórios falsos com a intenção de enganar a opinião pública” e dizia que a União Soviética era o alvo dessas táticas do Ocidente.

Continue lendo aqui.

Colunistas

Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...