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Filosofia não é fazer tabela com o Pelé



Olavo é o mestre de todos nós”, afirmou o Dr. Ives Gandra da Silva Martins, um dos maiores juristas do Brasil.

A lista de alunos e admiradores do Prof. Olavo de Carvalho é muito maior do que esta publicação possa conter. Não é pequeno também, infelizmente, o número de caluniadores, difamadores e aproveitadores que se utilizaram do nome do filósofo para subir na vida, depois fingir que ele não existe, ou, deixando-o entregue aos mentirosos e patifes da pior estirpe por motivos que só a ingratidão pode explicar.

O âncora da BandNews FM e colunista do UOL, Felipe Moura Brasil, já foi cronista de WhatsApp na Revista Crusoé, diretor de jornalismo da Jovem Pan, blogueiro da VEJA e colunista colaborador no site Mídia Sem Máscara criado por Olavo de Carvalho. À época, comentou a honra de estar “na mesma página” que o filósofo mais amado do Brasil.

Novembro de 2010, antes mesmo de ter um blogue na VEJA: “Mídia Sem Máscara me publicou. Pra minha honra, há Olavo de Carvalho e até Ann Coulter na mesma página.”

Dois anos depois, orgulha-se de ver o Prof. Olavo lendo um soneto seu no programa de rádio que viria a ser, embora insuperável por motivos óbvios, a primeira mídia alternativa que mudaria completamente o país, o True Outspeak. Assim Felipe descreve o feito: “Ter um soneto recitado por Olavo é, para mim, sem o menor exagero, o mesmo que para muitos compositores seria uma gravação do Pavarotti, para muitos jogadores uma tabela com Pelé, e para muitos colunistas da nossa imprensa um beijo de Fidel Castro ou Barack Obama.

Não há título acadêmico que valha isso.

Obrigado a você, mestre.”

O site Mídia Sem Máscara serviu para que o autor do soneto da tabela com Pelé conseguisse um carguinho de colunista em um blogue da Revista VEJA, o que ostentava em seu perfil, assim como ter sido o organizador (algo como um secretário) do best-seller de Olavo De Carvalho, O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

É assim que ele se descrevia: Colunista de VEJA. Jornalista e Escritor. Organizador do best seller ‘O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota’.

De fato, a envergadura intelectual do Prof. Olavo é tamanha que ser por ele elogiado é algo sem preço, ou nas palavras de Moura Brasil: “Não há título acadêmico que valha isso”. A alegria é absolutamente compreensível. Afinal, o e-mail que Felipe enviou para Edson Camargo, responsável pelo Mídia Sem Máscara, foi em tom de súplica. Ser ouvido em casos assim é um alívio para os homens vazios, sedentos por bajulação e reconhecimento. O júbilo do verdadeiro e discreto reconhecimento de um aluno e admirador é reconfortante, de fato, mas alguns se contentam mesmo é com o reconhecimento público. Em um curto espaço de tempo, isso serve como crachá para inúmeras finalidades. E o tempo mesmo será o responsável por expor essa alegria teatral que sempre se transforma em ingratidão.

Felipe logra o feito de organizar o livro “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, uma obra que recolhe 193 artigos e ensaios escritos em diversos veículos de mídia por Olavo entre 1997 e 2013. O que não é, nem de perto, um reflexo do pensamento do filósofo, mas é tão reluzente que ofusca inúmeros intelectuais da decadente classe falante brasileira. O mérito do organizador não é pequeno, embora tenha se satisfeito em apresentar apenas os escritos da profissão quebra-galho do filósofo que precisa pagar as contas como colunista em jornais, enquanto ensina seus alunos a ficar longe do Jardim de Epicuro e firmes no Jardim da Aflições, onde a solidão sim vale mais que uma equivalência à tabela com Pelé ou um título acadêmico.

De qualquer forma, muitos brasileiros saíram do lodo e passaram a buscar a origem da brisa que se sente ao ler os 25 capítulos do best-seller organizado pelo blogueiro.

Felipe passa a divulgar exaustivamente o professor e o livro por ele organizado. No Twitter, após o “Mídia Sem Máscara me publicou” de 2010, o organizador cita Olavo 67 vezes em 2013, ano da publicação, 12 vezes em 2014, 12 vezes em 2015, 16 vezes em 2016, 17 vezes em 2017, 10 vezes em 2018, uma em 2019 onde será a última vez que menciona aquele cujo elogio vale mais que um título acadêmico.

Curiosamente, o irmão de Felipe Moura Brasil passa a ser sócio de Felipe Neto em novembro de 2018, um mês depois que me encontrei com ele na casa do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Em fevereiro de 2019, Felipe passa a criticar duramente Bolsonaro por ocasião da demissão do ex-ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno. Sem precisar recordar detalhes desse desnecessário episódio da corriqueira política brasileira, vale lembrar que é nesse momento que aumenta, por parte da mídia mainstream, o desprezo pelas mídias alternativas e igualmente à pessoa de Olavo de Carvalho. Para quem jamais estaria na Jovem Pan sem antes ter sido colaborador do Mídia Sem Máscara e organizador o livro de Olavo, não é um ato heroico romper uns segundos da programação para deixar claro que o professor não tem qualquer semelhança com o que a imprensa fala dele. E de fato Moura Brasil fez aqui e ali uma intervenção para dizer isso. Não o fez, claro, com aquele espírito de entusiasmo ao estilo pera lá, eu já tabelei com esse Pelé. Mas fez. Pouco, mas fez.

À medida que as difamações feitas ao Prof. Olavo iam aumentando, esperava-se que seus alunos, admiradores e gandulas-de-Pelé pudessem amenizar a desproporcional artilharia inimiga. Não foi o caso daquele cujo irmão é sócio de Felipe Neto.

Longe de insinuar ou cogitar que Moura Brasil tenha apenas usado Olavo de Carvalho para lançar um livro, chegar na VEJA, obter um carguinho na Jovem Pan, de lá virar diretor e não se preocupar com as difamações que recebeu o professor, afirmo que esse blogueiro é no mínimo ingrato e petulante. Se um dia julgou fazer tabela com o que ele considera o Pelé da filosofia e da literatura, não sei sequer se conseguiu ser gandula ou ficou mesmo é do lado de fora do jogo, que não é jogo, mas um jardim de aflições.

Além de jamais compreender o que Olavo ensinava de fato, passa a imitar quem o professor considerava os mais mesquinhos dos homens, os revolucionários. Escreveu uma crônica inteira baseando-se em conversas de WhatsApp como se eu fosse criminoso, pesquisando até a placa do meu carro. Chegou a enviar um fotógrafo em minha casa para registrar meu íntimo momento com meu filho à luz do sol das sete da manhã, raro momento que eu podia alegrar-me com meu pequeno.

Sua porca reportagem repleta de insinuações não traz nada além de narrar o sucesso da empresa que fundei com Italo Lorenzon. O portal de notícias e análises que concede a cada jornalista e analista que nele trabalha a honra de jamais precisar olhar para um contrato com o Governo antes de publicar seu trabalho.

Os colegas de trabalho de Moura Brasil chegaram ao cúmulo de buscar quais empresas os meus sócios tinham. Usando da mesma técnica que a deles, é algo assim: Felipe Neto passou a chamar o Olavo de astrólogo, guru de seita e outros adjetivos próprios da massa encefálica que ornou tomando banho de nutella para enriquecer-se com anúncios em seu canal no YouTube. Ora, Felipe Neto Rodrigues Vieira é dono da Felipe Neto Participacoes Ltda, sócio de João Pedro Senise Paes Leme (ex-jornalista da Globo), de Bruno Ferreira Moura Brasil Do Amaral (irmão do Moura Brasil), de Guilherme Rocha Murgel De Rezende (irmão do Bernardinho), do ator global Rodrigo Lombardi e tantos outros. A deduzir do silêncio de Moura Brasil — usando de seus métodos — diante da patética união entre Força Sindical e Partido Novo, não é absurdo imaginar que o silêncio custa a manutenção da sociedade do irmão dele com o Menino Foca. Uma vez que não é segredo querer o Partido Novo lançar Bernardinho como presidente em 2022. O irmão de Bernardinho é sócio de Felipe Neto e do irmão de Moura Brasil.

Explicar que Olavo não é guru de seita, astrólogo, mas um intelectual laureado por acadêmicos como o físico e matemático Wolfgang Smith, e até por seu crítico russo, Alexandr Dugin, pode ser uma honra para qualquer aluno do professor. Embora não passe de um leve sinal de gratidão, no mínimo. Honra e gratidão é o que se receberá um dia, diante de DEUS, após conseguir viver no jardim das aflições sem preocupar-se em agradar homens, sócios ou não.

O silêncio de Moura Brasil sobre as calúnias que sofre Olavo é um presente para o próprio Olavo. Às vezes é um tanto constrangedor ser defendido por tipos assim. É preferível a defesa de uma prostituta arrependida que a de um cosplay de fariseu.

O jornalismo é uma profissãozinha que só serve para praticar a arte de escrever, como me disse uma vez o Prof. Olavo. E acrescentou dizendo que terminar a vida como jornalista, sem poder ser de fato um escritor, seria um fracasso horroroso.

Talvez seja esse o fim de muitos ingratos, terminar a vida como começaram: bajulando quem sirva de degrau para não ficar abaixo de sua porca miséria.

Filosofia não é fazer tabela com o Pelé. Nem literatura ou jornalismo é assim.

Sobre o Colunista

Allan Dos Santos

Pai, empresário, jornalista, correspondente internacional, apresentador e cofundador do canal Terça Livre TV.

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