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Fux chama Bolsonaro para conversar sobre indicação de novo ministro do STF

Foto: Marcos Corêa/PR


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, convidou na terça-feira (8) o presidente da República, Jair Bolsonaro, para uma reunião. O encontro durou cerca de 20 minutos e ocorreu no gabinete da presidência do STF. 

Durante a reunião, Fux pediu a Bolsonaro para aguardar a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello antes de indicar um novo nome para a vaga. O decano se aposenta no dia 5 de julho.

Será a segunda indicação do presidente Bolsonaro à Corte. O nome mais cotado é o do atual advogado-geral da União, André Mendonça.

Em outubro de 2020, Bolsonaro indiciou Kassio Nunes Marques ao STF antes da aposentadoria de Celso de Mello. O ministro deixou a Corte quase duas semanas depois, em 13 de outubro.

Agora, Fux pediu ao presidente, por “cortesia”, para aguardar a aposentadoria de Marco Aurélio.

“Seria muito interessante que [as indicações ao STF] fossem dentro das carreiras jurídicas – do Ministério Público, dos Tribunais Superiores”, pontuou Carlos Dias, durante o Boletim da Manhã de quarta-feira (9).

“Então, seria muito interessante que tivessem uma alternância dessas indicações, logicamente passando pelo presidente, ele fazendo a indicação final, mas que os nomes indicados viessem dessa estrutura”, ressaltou o jornalista.

“Esses juízes e desembargadores teriam mais autonomia e tranquilidade em suas ações. Eles teriam uma avaliação (com todo o respeito da expressão) de prudência, e saber onde se metem e naquilo que podem se meter, que é próprio de suas funções. Então, ninguém vai colocar um ativista no Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal é lugar de reflexão, inteligência, conhecimento, maturidade e profundo silêncio, [lugar para] não se pronunciar antecipadamente”, analisou Carlos Dias.

“Antigamente, contrariamente o que o ministro Fux fala, quando uma determinada cadeira do STF ficava vaga, onde o ministro se aposenta de forma compulsória, ele era homenageado por seus colegas e por aquele que iria lhe suceder. Então, eu ficaria muito feliz em saber, por exemplo, que eu deixei uma cadeira e aquele que me vai suceder tem um grau de importância até maior do que o meu. Eu não vejo isso como constrangimento, mas vejo como prestígio, diferentemente [de] como o ministro Fux coloca”, concluiu Carlos Dias.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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