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Grupo vinculado à China busca influenciar mídia dos EUA



Um grupo chamado ‘Fundação de Intercâmbio China-Estados Unidos (CUSEF)’, ligado a Pequim organizou viagens à China para mais de 120 jornalistas de quase 50 meios de comunicação dos Estados Unidos, desde 2009, revelou alguns arquivos da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA).

Desde 2009,foram organizadas viagens de jornalistas para 128 jornalistas de 48 veículos dos Estados Unidos, incluindo Washington Post, New York Times, LA Times, Vox, NPR e NBC, de acordo com uma revisão dos arquivos da FARA.

FARA é uma ferramenta importante para identificar a influência estrangeira nos Estados Unidos e lidar com ameaças à segurança nacional, segundo o portal de Justiça americano.

Segundo o Jornal The Epoch Times, as viagens foram parte de uma ampla campanha para aprofundar a influência do Partido Comunista Chinês (PCCh) nos EUA.

A organização “sem fins lucrativos” que tem sede em Hong Kong, é registrada pela Lei de Registro de Agentes Estrangeiros como um agente representativo. Ela tem como chefe o bilionário Tung Chee-hwa, um funcionário do regime chinês.

Tung que já foi Chefe do Executivo de Hong Kong é atualmente vice-presidente do órgão consultivo político do PCCh, a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.

A pena por violação intencional do FARA é prisão por até cinco anos, multa de até US $250.000 ou ambas.

Os arquivos da FARA revelam como o grupo tentou influenciar a cobertura da mídia e formar a opinião pública nos Estados Unidos.

Além de oferecer viagens para jornalistas, o grupo organizou viagens para atuais e ex-legisladores, cortejou executivos de mídia de grandes publicações por meio de jantares privados e teve como objetivo cultivar um grupo de “apoiadores terceirizados” nos Estados Unidos para gerar artigos de opinião positiva sobre a China que apareceria nos meios de comunicação ocidentais.

O objetivo dessa campanha, apelidada de “Trabalho da Frente Unida” pelo Partido, é “tornar os americanos receptivos à forma de autoritarismo de Pequim”, disse o secretário de Estado Mike Pompeo em um discurso em outubro de 2020.

“Ao visar os meios de comunicação estrangeiros, o regime espera limitar a cobertura negativa da mídia sobre Pequim, ao mesmo tempo, em que aumenta a cobertura favorável”, disse Grant Newsham, pesquisador sênior do centro de estudos para Política de Segurança de Washington.

Histórias positivas – como “quantos arranha-céus brilhantes existem em Xangai e Shenzhen, e como a República Popular da China teve tanto sucesso na batalha contra a COVID-19 e como a economia chinesa se recuperou bem” – mostram “ambos pensamento público e ‘oficial’ nos Estados Unidos – e, em última instância, molda a política oficial (comercial e financeira)”, em relação à China, disse Newsham.

Alguns documentos de 2011, que estão em posse da justiça americana, foram feitos pela BLJ Global, uma empresa de relações públicas contratada pela fundação chinesa CUSEF, apontaram um plano de enquadramento do discurso público sobre as relações EUA-China em termos positivos – centrado na ideia de “a China como um parceiro indispensável para os EUA”

A empresa listou os objetivos de seu trabalho para a CUSEF como: “Desenvolver e promover uma comunidade de especialistas com ideias semelhantes nas relações EUA-China”; “Construir relacionamentos com figuras influentes da mídia que podem servir como vozes positivas para discussões sobre as relações EUA-China” e “Construir uma mensagem positiva e coesa do envolvimento EUA-China e trabalhar para transmitir essa mensagem por meio do Presidente [Tung] … Apoiadores e organizações terceirizadas e a mídia”.

Com metas de publicações nas mídias americanas, a BLJ Global “auxiliou ou influenciou diretamente” a publicação de 26 artigos de opinião e citações dentro de 103 artigos, afirmou um processo.

Uma reportagem do The Epoch Times apontou ainda mais negociações, viagens e estreitamentos das relações da China com pessoas dos Estados Unidos, incluindo ex-legisladores.

Veja mais em: The Epoch Times.

 

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