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Hacker que invadiu sistema do TSE, reafirma insegurança de sistema eleitoral brasileiro



A equipe do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), relator da PEC do voto auditável, entrevistou na prisão o Hacker Marcos Roberto Correia da Silva, preso por invadir o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2020.

Conhecido como “VANDATHEGOD”, o hacker denunciou em depoimento técnico, a fragilidade do sistema usado nas eleições brasileiras.

Durante a entrevista ele afirmou que a invasão foi feita por ativismo e ele por isso, não tinha como objetivo principal interferir no resultado das eleições.

O ataque hacker que Marcos Roberto participou, conseguiu parar, no ano passado, a contagem de votos do TSE.

Ele afirmou que outras 6 pessoas estavam envolvidas no ataque, sendo elas do exterior.

“Geralmente do Irã também, muitas pessoas que conheço de lá atacam aqui – no Brasil”, disse Marcos.

O depoimento foi conduzido por meio de perguntas técnicas, onde o envolvido na invasão pode denunciar os meios utilizados para acessar pelo menos 30 mil urnas no ano passado, cientistas especialistas em segurança dos sistemas de votação participaram da entrevista.

Marcos Roberto Correia da Silva, já havia sido preso em 2019, por invadir o sistema do Exército Brasileiro e voltou ‘a prisão em novembro de 2020, depois que uma chamada “Operations security (OPSEC)”, constatou a ação dele no ataque ao TSE.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Vandathegod detalha ainda como foi possível manipular de maneira simples o sistema.

“A falha veio em cima da aplicação web do site mesmo, a manipulação foi no banco de dados dele – do site -“, afirmou Marcos.

O Tribunal Superior Eleitoral usa de um banco de dados com tabelas para contabilizar os votos das milhares de urnas brasileiras, questionado sobre a possibilidade dos hackers incluírem tabelas por meio da invasão, Marcos Roberto disse ser totalmente possível, o que resultaria prejuízos diretos nos resultados das eleições.

Segundo ele, a manipulação das tabelas poderia ter sido feita antes mesmo da eleição ocorrer, pois os invasores já tinham acesso aos servidores do TSE.

Após a entrevista, a equipe do deputado Filipe Barros pediu ao ministro da Justiça, Anderson Torres e ao o Secretário de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, a proteção especial ao hacker.

Greco já informou que as providências tomadas para preservação da vida e integridade de Marcos Roberto já estão sendo tomadas.

A entrevista do hacker desmonta a narrativa criada por partidos de esquerda contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/2019, que trata do voto impresso auditável, que tramita no Congresso Nacional.

Comissão adia decisão do voto impresso.

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Bruna Lima

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