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Hong Kong, sob domínio do PCCh, apresentará lei contra ‘notícias falsas’

Carrie Lam Hang Kong


A atual representante do governo federal de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou na última terça-feira (4) que o governo local irá elaborar um projeto de lei contra às “notícias falsas”.

Segundo a líder do governo, que atualmente se encontra sob o domínio do Partido Comunista da China (PCCh), a nova lei teria como objetivo combater o que o PCCh considera ser “desinformação, ódio e mentiras”.

“A lei de notícias falsas precisa de muita pesquisa, especialmente [sobre] como os governos estrangeiros estão lidando com essa tendência, cada vez mais preocupante, de espalhar informações imprecisas, desinformação, ódio e mentiras nas redes sociais”, disse Lam, durante uma coletiva de imprensa.

Sob as direções de Pequim, Hong Kong vem passando por um rápido e forte processo de transformação para se submeter ao PCCh. Esse processo ganhou força sobretudo após a imposição de uma abrangente “lei de segurança nacional” pelo Partido Comunista.

Adotadas ainda em junho de 2020, as novas medidas de “segurança nacional” são parte dos esforços do PCCh para consolidar seu controle cada vez mais autoritário sobre Hong Kong.

Como já noticiou o Terça Livre, Pequim determinou que quem não cumprir com a nova lei será punido com prisão perpétua o que o regime definir como subversão, secessão, conluio com forças estrangeiras e terrorismo. Dessa forma, o PCCh diz que poderá se livrar de “brechas e deficiências” e garantir que apenas “patriotas” governem a cidade de Hong Kong.

Desde que entrou em vigor, a cidade sofreu um retrocesso drástico em suas liberdades, já que dezenas de figuras pró-democracia foram acusadas ou condenadas de acordo com a nova legislação. A repressão também alimentou temores de novas restrições à liberdade de imprensa na cidade.

“Os jornalistas têm enfrentado uma série de desafios, incluindo novos limites policiais para o credenciamento, o processo contra membros da mídia, pressão cada vez maior sobre a independência editorial da RTHK, preocupações com vistos e um ataque de criminosos a uma gráfica de jornal”, disse o comunicado do Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong.

E acrescentou: “No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong deseja expressar sua solidariedade aos jornalistas que enfrentam assédio, prisão ou arriscam suas vidas para cumprir sua missão essencial.”

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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