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Imigrantes cubanos realizam manifestação em Washington



 

Milhares de refugiados cubanos e manifestantes pró-democracia que vivem nos Estados Unidos se reúnem em Washington DC desde domingo (25) para se manifestarem em apoio aos manifestantes em Cuba e contra o regime ditatorial.

O principal ponto de concentração foi em frente à Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos. O grupo organizou também uma marcha até a embaixada cubana na tarde dessa segunda-feira (26).

Os manifestantes se dirigiram para Washington com diversos carros e ônibus, levando bandeiras cubanas e faixas com palavras de ordem, pedindo pela democracia e pela liberdade. O objetivo do movimento é dar continuidade aos protestos em Cuba no último dia 11, que têm sido freados pelos militares comunistas.

De acordo com o jornal Miami Herald, há um consenso entre os imigrantes de que os embargos dos Estados Unidos devem continuar, pois o principal problema do país é o governo do sucessor de Fidel e Raúl Castro, Miguel Díaz-Canel, do Partido Comunista de Cuba.

“A principal coisa que queremos de Biden é pressionar o governo cubano […] Por alguma razão, eles não querem fazer isso”, disse Lazaro Veida, que voou de Phoenix, no Arizona, para se juntar ao protesto.

Alguns manifestantes caminharam com cartazes pedindo a intervenção militar dos Estados Unidos, outros pediam que o governo norte-americano usasse de “todos os meios possíveis” para levar internet aos cubanos da ilha, para tentarem resistir ao regime.

Os imigrantes também se manifestaram a favor de uma “intervenção humanitária” dos Estados Unidos e outros países, para levarem suprimentos e equipamentos à Cuba, mas que esses devem ser entregues diretamente ao povo e não ao governo.

O analista político Paulo Figueiredo Filho, durante o Radar da Mídia de segunda-feira (26), criticou a política do governo Biden a respeito de Cuba.

“Ele diz umas palavrinhas de condenação, fala que sancionará alguns oficiais do governo cubano, mas do ponto de vista prático ele não fez nada. Não fez nada e isso está afetando a sua imagem, os cubanos aqui dos Estados Unidos têm cobrado posições mais duras. O governo americano deveria estar buscando formas de permitir que o povo cubano se expressasse livremente. Fica muito difícil porque é o mesmo governo que nas suas embaixadas coloca bandeiras do Black Lives Matter, ao mesmo tempo em que o Black Lives Matter  dá declarações públicas dizendo que os embargos americanos são a causa dos problemas de Cuba” apontou o analista político.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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