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O governador afastado do Rio, Wilson Witzel Mauro Pimentel/AFP

Impeachment: Durante interrogatório Witzel chora e nega acusações



O governador afastado do Rio de Janeiro (RJ) Wilson Witzel prestou depoimento ontem (07) ao Tribunal Especial Misto que julga o processo de impeachment, no qual é réu.

Compõem o Tribunal deputados estaduais e desembargadores do estado.

O processo de impeachment do político foi aprovado em setembro do ano passado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por unanimidade.

Durante seu pronunciamento Witzel pediu autorização para realizar a leitura de um texto e chorou ao realizar sua defesa.

“São 35 anos de vida pública. Passei por várias instituições. Foram 18 anos como magistrado federal. Fui militar da Marinha de Guerra por cinco anos. Vida pública movida pelo sentimento de ideal. Eu não deixei a magistratura para ser ladrão. O que estão fazendo com a minha família é muito cruel”, disse o governador afastado.

Wilson Witzel ainda negou por diversas vezes ter recebido vantagens indevidas.

“Tomei a decisão. Era uma hipótese em que havia situações nos autos que não haviam sido apreciadas apropriadamente. Não mandei que a Unir fosse recontratada. Jamais essa decisão foi tomada com qualquer vantagem indevida”, argumentou ele ao ser interrogado pelos deputados e desembargadores sobre a ação de readmitir a empresa de saúde Unir, que havia sido desclassificada.

O interrogatório teve a duração total de 5 horas.

Antes do julgamento o governador afastado anunciou que havia dispensado seu advogado de defesa e pediu também 20 dias para a escolha de um novo advogado. O pedido de adiamento, no entanto, foi negado.

O ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, foi ouvido pelo Tribunal Especial Misto antes de Witzel.

Santos é um réu colaborador da equipe do julgamento e, com base em uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), teve o pedido de não divulgação de sua imagem e depoimento atendido.

Em novembro de 2020, o Tribunal Especial acolheu a denúncia para o prosseguimento do processo de impeachment do governador afastado, e na mesma sessão foi definido o corte de um terço do salário de Witzel.

Na ocasião o governador afastado também perdeu o direito de ocupar, junto com sua família, a residência oficial do governo do estado, no Palácio Laranjeiras, na zona sul do Rio.

Fazem parte do Tribunal Especial Misto os desembargadores Teresa Castro Neves, Inês da Trindade, Maria da Glória Bandeira de Mello, Fernando Foch e José Carlos Maldonado, e os deputados estaduais Waldeck Carneiro (PT), relator do processo, Chico Machado (PSD), Dani Monteiro (PSOL), Alexandre Freitas (Novo) e Carlos Macedo (REP).

O desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira é quem preside a equipe mista. Ele também atua como presidente do Tribunal de Justiça (TJ).

De acordo com a Agência Brasil, com o fim da fase de interrogatórios, as partes têm 10 dias para apresentar suas alegações finais.

Com informações: Agência Brasil.

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Bruna Lima

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