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Imprensa brasileira passa pano para investigação de Hunter Biden



A imprensa brasileira, que trata como inexistentes as evidências de fraude nas eleições americanas, agora ameniza também a investigação do FBI contra Hunter Biden, o filho do democrata Joe Biden. Hunter é suspeito de fraude fiscal.

Hunter Biden revelou ontem, quarta-feira (9),  que está sob investigação federal por possível fraude fiscal. A investigação tramita desde 2018, mas ele só foi informado nesta semana.

“Eu soube ontem pela primeira vez que o Gabinete do Procurador dos Estados Unidos em Delaware informou meu advogado, também ontem, que eles estão investigando meus assuntos fiscais”, disse Hunter.

O site americano New York Post relatou em outubro que o FBI estava em posse desde dezembro de 2019 do disco rígido de um computador abandonado por Hunter Biden em uma loja de conserto de computadores em Delaware.

Alguns dos documentos do disco rígido ligavam Joe Biden aos negócios de Hunter na China e na Ucrânia. A chamada “grande imprensa” americana abafou o caso e a CNN Internacional chegou a dar ordens explícitas aos funcionários para que ignorassem as informações.

Leia também: CNN enterrou denúncias envolvendo Joe Biden, revela New York Post

De acordo com a imprensa internacional, a investigação do FBI envolve mais do que taxas fiscais, mas também tem como foco os negócios internacionais de Hunter.

O Terça Livre chegou a noticiar o vazamento de um áudio atribuído a Hunter Biden que revela que o filho do presidenciável americano, Joe Biden, tinha envolvimento comercial com um homem que ele alegava ser o “chefe de espionagem da China”.

Mídia brasileira faz assessoria para os Biden

Na imprensa brasileira, a informação de que Hunter Biden nega qualquer irregularidade aparece já no lead ou na linha fina das matérias.

No Brasil, qualquer investigação contra conservadores ou “bolsonaristas” é motivo para barulho e cancelamento de reputações, mesmo se isso ocorrer no âmbito de inquéritos inconstitucionais e sem nenhuma prova, como é o caso do “inquérito contra os atos antidemocráticos” ou das “fake news”.

Quando os alvos são os progressistas, a narrativa muda completamente. A velha grande imprensa incorpora o “modo assessoria de imprensa”.

Para ilustrar a matéria sobre a investigação de Hunter, por exemplo, a maioria da mídia brasileira usa fotos bem posadas, ora de Hunter Biden com expressão de piedade, ora abraçando graciosamente o pai.

O G1, por exemplo, aproveita para dizer que Hunter é um nome “bastante criticado por Donald Trump”.

Em outro momento, o texto do portal da Rede Globo relata que “ao longo da campanha eleitoral, o presidente e candidato Donald Trump tentou usar Hunter Biden como um calcanhar de Aquiles da candidatura democrata”.

Ainda de acordo com o G1, o motivo é que “o empresário trabalhou na empresa ucraniana Burisma enquanto Joe Biden era vice-presidente dos EUA, e os republicanos tentaram — sem conseguir provar — levantar suspeitas sobre corrupção e troca de favores”.

O mesmo é feito por veículos como UOL e O Globo. Manchetes e fotos sempre em tom mais brando:

UOL
O GLOBO

Para finalizar, observe como a história muda quando Donald Trump é a personagem principal  das reportagens. O presidente  americano sempre aparece carrancudo ou esbravejante nas fotos:

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Bruna de Pieri

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