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Investigação aponta que governo Obama aprovou envio de dinheiro público à Al-Qaeda



Com aval do governo Barack Obama, uma agência humanitária sem fins lucrativos dos Estados Unidos destinou dinheiro público para uma organização islâmica vinculada ao terrorismo. É o que aponta um relatório do Comitê de Finanças do Senado americano divulgado em 23 de dezembro de 2020.

Os dados são fruto de uma investigação conduzida desde 2019 pela equipe de Chuck Grassley, presidente do Comitê, sobre as relações entre a agência World Vision e a ISRA – “Agência Islâmica de Socorro”.

A ISRA está sediada no Sudão e foi sancionada por laços com o terrorismo pelos  EUA em 2004 “depois de terem canalizado cerca de US $ 5 milhões para Maktab Al-Khidamat, o predecessor da Al-Qaeda controlada por Osama Bin Laden”, afirma o relatório.

Cronograma de eventos revelados pelo relatório:

  • Em 21 de janeiro de 2014, a World Vision apresentou um pedido de subsídio à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) para fornecer serviços humanitários a algumas áreas afetadas por conflitos no Sudão. Posteriormente, a agência recebeu um subsídio de US $ 723.405 para efetuar o programa.
  • Em 1º de fevereiro de 2014, a World Vision firmou um acordo com a Agência de Socorro Islâmica (ISRA), que forneceria serviços humanitários a certas partes da Região do Nilo Azul, no Sudão, em nome da World Vision. Antes disso, a agência havia trabalhado com a ISRA em vários projetos de 2013 a 2014.
  • No final de setembro de 2014, o departamento jurídico da World Vision foi notificado sobre o potencial status do ISRA como uma entidade sancionada por ligação com o terrorismo. A World Vision interrompeu todos os pagamentos e começou a investigar se o ISRA era, de fato, uma entidade sancionada.
  • Em 23 de janeiro de 2015, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) respondeu à investigação da World Vision afirmando que a ISRA era realmente uma entidade sancionada. Na mesma carta, OFAC negou o pedido de uma licença da World Vision para negociar com o ISRA os valores ainda devidos.
  • Em 19 de fevereiro de 2015, a World Vision novamente solicitou uma licença para negociar com a ISRA, a fim de pagar US $ 125.000 pelos serviços já prestados. Em seu pedido, a World Vision enfatizou que poderia enfrentar graves consequências legais e até mesmo ser expulsa do Sudão se não pagasse a dívida com a ISRA.
  • Em 4 de maio de 2015, o Departamento de Estado da Administração Obama recomendou que a OFAC atendesse ao pedido da World Vision, permitindo o pagamento do dinheiro devido. No dia seguinte, a OFAC concedeu a licença específica para pagar a ISRA os US $ 125.000 em serviços prestados.

O relatório ainda mostra que US $ 125.000 foram pagos em 7 de maio de 2015. Do valor, US $ 111.982 foram de um subsídio do Governo dos Estados Unidos (USG) e US $ 9.062 foram de ajuda do governo irlandês.

Antes disso, US $ 39.758 de subsídios do Governo dos Estados Unidos (USG) foram pagos ao ISRA em 31 de agosto de 2014.

O relatório também mostra que quase US $ 200.000 no total do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) foram pagos ao ISRA também.

O governo dos Estados Unidos é um dos maiores contribuintes do PNUD, de acordo com seu site oficial, como mostrou a The Epoch Times.Epoch Times Photo

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Ignorância não era desculpa

O relatório de Grassley concluiu que não foram encontradas evidências de que a World Vision buscou intencionalmente contornar as sanções dos EUA por meio de parceria com o ISRA.

Também não encontrou-se “evidências de que a World Vision sabia que o ISRA era uma entidade sancionada antes de receber o aviso do OFAC”.

No entanto, o relatório também apontou que a falha ocorreu porque a agência “ignorou os procedimentos investigativos de nível elementar, como deixar de conduzir pesquisa secundária básica” por meio de mecanismos de busca gratuitos na internet ou ligar para as linhas diretas do OFAC para obter um relatório mais preciso.

A “ignorância” não seria uma desculpa. “Embora não soubesse que o ISRA estava na lista de sanções ou que estava listado por causa de sua afiliação com o terrorismo, deveria saber. A ignorância não é suficiente como desculpa. As mudanças da World Vision nas práticas de verificação são um bom primeiro passo”, declarou.

Em resposta ao relatório, a organização sem fins lucrativos emitiu uma declaração em que disse que “o terrorismo é contrário a tudo o que a World Vision representa como organização” e condena fortemente “qualquer ato de terrorismo ou apoio a tais atividades.”

Com informações da Epoch Times

O assunto foi tema do Boletim da Manhã desta terça-feira (5):

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