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Irmão de Luis Miranda diz à PF que trocou de celular e não tem conversas em que teria sido pressionado

Edilson Rodrigues/Agência Senado


 

Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde e irmão do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que não tem mais armazenadas em seu aparelho celular as conversas onde supostamente teria sido pressionado por superiores para facilitar a compra da vacina indiana Covaxin, contra a Covid-19.

Em depoimento ele afirmou que encaminhou as imagens para o irmão, que é deputado, mas que não tinha mais as capturas de tela (prints), pois trocou de celular. A informação teria surpreendido os policiais.

Na oitiva realizada pela PF, Miranda afirmou que não gravou as conversas com o presidente da República onde supostamente havia denunciado as irregularidades na aquisição da Covaxin pelo Ministério da Saúde.

“Perguntaram na PF se ele [Luis Ricardo] tinha o back-up das conversas e meu irmão informou que não tinha. Ele troca de aparelho há anos e nunca fez esse procedimento. Ele já tinha feito os prints das conversas e enviou todo material para mim. Se a PF me pedir, entrego tudo”, afirmou o deputado Luis Miranda.

O depoimento do parlamentar é aguardado para as próximas semanas.

O analista político Ed Raposo comentou, no Boletim da Manhã da última terça-feira (20), sobre a possibilidade de criação de uma narrativa pelos irmãos Miranda visando fazer uma cortina de fumaça e esconder outros fatos que poderiam ser descobertos mediante uma perícia nos aparelhos.

“Imagina os codinomes. […] Já pensaram se o Luis Miranda ou seu irmão conversaram com membros da CPI, será que aquele depoimento ali foi armado, de repente? Será que existem conversas no telefone do Luis Miranda que eles provariam isso, não é? Que foi uma grande armação e a pergunta mais importante, quais seriam os codinomes que existem no celular do Luis Miranda? Tenho algumas ideias aqui”, ressaltou.

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Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e redator no Terça Livre.

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