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Italo Lorenzon analisa pesquisas eleitorais de 2022 e aponta possível indução ao erro



O jornalista Italo Lorenzon, durante o Boletim da Manhã de quinta-feira (13), analisou as recentes pesquisas eleitorais para as eleições de 2022 e apontou que está em curso uma possível indução da população ao erro.

“Existe essa percepção na análise que é diferente da realidade em si, muitas vezes ela pode ser induzida a esse erro, pode ser induzida por propaganda, pelo domínio hegemônico da linguagem, ela pode ser induzida inclusive por coisas como essa que o Datafolha está tentando fazer, ele está tentando te induzir a achar que se você encontra uma pessoa na rua, ela tem 55% de chance de ser um eleitor de Lula”, apontou o jornalista.

E completou: “Ande na rua, vá perguntando. Melhor ainda, se você tiver muita coragem – e muito miolo mole também – coloque a camisa do PT e saia na rua. Você vai ver quem vai mexer contigo, se vão mexer com você falando bem ou falando mal. Depois, coloque uma camisa de Bolsonaro e saia na rua também. Faça esse teste, você que é um anônimo, faça esse teste. Você verá como está o clima geral”, concluiu.

Italo Lorenzon também apontou que os responsáveis por essas pesquisas eleitorais, como o Datafolha, querem induzir a população para votar no Lula na próxima eleição.

O Datafolha, nas eleições de 2018, chegou a informar algumas vezes que Bolsonaro perderia as eleições, mesmo o apelo do povo sendo exatamente o oposto.

Para explicar a “manobra” da grande mídia, o jornalista se utilizou do livro “A Espiral do Silêncio”, da autora Elisabeth Neumann.

“O primeiro caso que ela descobriu, e foi o ponto de partida para formular sua teoria, aconteceu quando houve uma disputa entre dois partidos da Alemanha, eles estavam praticamente empatados, só que – vejam que interessante – na perspectiva de votos, um estava apenas um pouco à frente do outro. Porém, se você perguntasse para o eleitorado ‘quem você acha que vai ganhar?’, um deles estava disparado na frente”, disse o jornalista.

E acrescentou: “naquela época, década de 1960, acredito eu, as pesquisas eleitorais eram feitas para a orientação dos institutos e dos partidos, não se publicava assim em jornais etc. Mas se tinha essa percepção no ‘quem você acha que vai ganhar?’, o que estava lá em baixo, a população achava que estava disparado lá em cima, que ele iria ganhar e que era o favorito. Resultado? Ele perdeu na hora da eleição”. 

“Então, vejam bem que interessante, a autora começou a perceber que muitas vezes o indivíduo tem em si mesmo uma posição e ele faz uma análise – isso é intuitivo, automático – de qual é a opinião, a posição do conjunto de pessoas que estão ali no ambiente onde ele está inserido. Muitas vezes ele faz isso conscientemente, mas muitas vezes é apenas intuitivo. Por diversas vezes essa análise é errônea, é induzida, então você entra em um ambiente e você acha que a maioria das pessoas têm a posição A, mas, na verdade, a maioria tem a posição B”, concluiu Italo Lorenzon.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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