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Jornais impressos vão perder R$ 150 milhões com sanção de lei



Após a desobrigação de empresas para publicar balanços em jornais impressos, elas poderão economizar até R$ 150 milhões por ano. Os jornais, por outro lado, segundo estimativa do Ministério da Economia, perderão o aporte milionário. A mudança ocorre devido à aprovação, na última terça-feira (11), do novo marco das startups.

Atualmente, empresas são obrigadas a divulgar esses registros em veículos de mídia e no Diário Oficial da União, do estado e do município, o que não será mais necessário com a nova lei.

As novas diretrizes passarão a valer para sociedades anônimas, em que a propriedade é dividida em ações. Nas companhias de capital aberto, não precisarão da publicação de balanços em jornais impressos as que faturam menos de R$ 500 milhões. Já para as empresas de capital fechado, a regra é aplicada para quem possuir um faturamento inferior a R$ 78 milhões.

O Governo Federal, no entanto, não desistiu da meta de liberar todas as empresas da publicação de balanços em jornais impressos.

Das 600 companhias de capital aberto no país, 220 faturam menos de R$ 500 milhões anuais. O gasto médio por ano com a publicação de anúncios é de R$ 690 mil reais.

“Estamos simplificando e acabando com a burocracia, buscando a transformação digital do Brasil”, disse Caio Mario Paes de Andrade, Secretário Especial de Desburocratização e Governo Digital do Ministério da Economia.

“Com a redução dos custos, as empresas poderão investir mais, tudo isso sem tirar o acesso à informação da sociedade brasileira, pois as informações estarão disponíveis na internet“, afirmou Andrade.

“Isso é uma ótima notícia para o empresariado. E esse tipo de coisa só atrasa o Brasil”, pontuou o analista político Italo Lorenzon durante o Boletim da Manhã de quinta-feira (13). “O empresário tem que divulgar em um jornal impresso… por quê? Quem não consegue acessar pelo celular? Antigamente eu até entendo, você não tinha acesso pelo celular e a pessoa precisava saber no que está investindo, mas, hoje em dia, não. Esse negócio só serve para você dar dinheiro para as empresas de mídia”, concluiu o analista.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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