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Jornalista do Intercept terá que provar existência de ‘grupo de matadores’ na Polícia Civil do RJ

Leandro Demori/Reprodução Youtube


O militante de esquerda e diretor executivo do site The Intercept Brasil, Leandro Demori, terá que provar a existência de um “grupo de matadores” na Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A corporação decidiu abrir um inquérito policial nesta semana para investigar as declarações do blogueiro.

Segundo Demori, a Polícia Civil tem um “grupo de matadores” na Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), a elite da Polícia Civil no Rio e os policiais que participaram da ação no Jacarezinho são conhecidos como “facção da Core”.

As informações, baseadas em declarações de “fontes”, foram enviadas a assinantes do The Intercept em uma newsletter do site.

O texto sugere que sejam investigadas as circunstâncias e as intenções do que chamou de “operações assassinas”, e que seja feita uma devassa “na vida dos delegados que comandaram a ação”.

Logo depois da publicação da reportagem, Leandro Demori foi intimado a prestar depoimento nessa quinta-feira (10) na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. Foi aberto inquérito para apurar o crime de calúnia.

O The Intercept, entretanto, informou que Demori não irá se submeter ao depoimento e acusa a Polícia Civil de cometer censura contra a liberdade de expressão jornalística.

Entretanto, para o deputado estadual e policial civil Márcio Gualberto (PSL-RJ), “ser jornalista não é passaporte para cometer crimes de injúria” e o militante terá que provar a veracidade das informações que divulgou.

“O que ele não pode é fazer uma denúncia infundada contra policiais da elite da Polícia Civil — policiais que trabalham de uma maneira muito séria, e achar que isso não terá problema algum. Ser jornalista não é passaporte para se cometer crimes. Quando ele traz um fato como este e não apresenta provas, isso é tipificado dentro do Código Penal como calúnia, que é crime, e injúria, que também é crime”, afirmou.

E acrescentou: “Portanto, uma vez que houve o registro – acertadamente os policiais da CORE fizeram o registro – esse suposto jornalista terá a plena possibilidade de apresentar suas provas e comprovar que aquilo que ele disse é verdadeiro”.

Ainda de acordo com Gualberto, Leandro Demori denegriu a imagem da Core.

“Se ele não apresentar provas do que diz, vai arcar com os custos de ter agido de forma tão insensata, impensada e inconsequente, porque ele está denegrindo a imagem da CORE e está denegrindo também a imagem da instituição da Polícia Civil, que tem trabalhado de maneira séria no estado do Rio de Janeiro, onde todos já conhecem os índices de violência e já conhecem a ousadia dos criminosos”, disse Gualberto.

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