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Justiça britânica rejeita extradição de Julian Assange para os EUA

Frank Augstein/AP Photo


A justiça britânica rejeitou, nesta segunda-feira (4), o pedido dos Estados Unidos de extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

O governo americano afirmou que vai recorrer da decisão, informou o The Epoch Times.

De acordo com a juíza distrital Vanessa Baraitser, seria “opressivo” extraditar o fundador do WikiLeaks diante de seu estado de saúde.

Segundo ela, Assange provavelmente cometeria suicídio se fosse enviado aos Estados Unidos.

Os promotores dos EUA indiciaram Assange por 17 acusações de espionagem e uma de uso indevido de computador após o vazamento de documentos militares e diplomáticos pelo WikiLeaks há uma década. As acusações acarretam pena máxima de 175 anos de prisão.

Os advogados do australiano de 49 anos argumentam que ele estava agindo como jornalista e tem direito às proteções da Primeira Emenda à liberdade de expressão por publicar documentos vazados que expunham irregularidades militares dos EUA no Iraque e no Afeganistão.

O juiz rejeitou as alegações da defesa de que Assange estava protegido por garantias de liberdade de expressão, dizendo que sua “conduta, se provada, equivaleria a crimes nesta jurisdição que não seriam protegidos por seu direito à liberdade de expressão”.

A juíza Baraitser disse que Assange sofre de depressão clínica, ela seria exacerbada pelo isolamento que provavelmente enfrentaria na prisão dos Estados Unidos e  disse também que Julian Assange tem “intelecto e determinação” para contornar quaisquer medidas de prevenção de suicídio que as autoridades pudessem tomar.

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