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Justiça manda Record suspender ‘propaganda subliminar’ para Crivella



O juízo da 4ª Zona Eleitoral, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral no Rio de Janeiro, intimou nessa terça-feira (6/10) a Rede Record para que se abstenha de veicular na programação um número de Whatsapp cujo final coincide com o número do candidato à reeleição para prefeito do Rio Marcelo Crivella — sobrinho do dono da emissora, o bispo Edir Macedo.

A ação foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral contra a Record TV Rio e de Crivella, sustentando que houve a veiculação de propaganda indevida, já que apresentadores da televisão estariam fazendo propaganda direta e subliminar para o prefeito.

Considerando o vínculo do candidato com a emissora, a veiculação da propaganda “seria ofensiva à lisura do Pleito Eleitoral”. 

Segundo o MPE, ao divulgar o telefone, os apresentadores abrem todos os dedos das duas mãos e fracionam o final do telefone, para repetir: “Dez, dez”.

Na decisão, a juíza Luciana Mocco entendeu que o gesto dos apresentadores fazem referência dissimulada à candidatura à reeleição do prefeito.

A magistrada determinou que os apresentadores e funcionários devem se abster, seja através da mensagem oral ou gestual, de veicular propaganda subliminar através do número 10 em sua programação diária de televisão, até o final da eleição municipal de 2020, sob pena de incorrerem no crime de desobediência.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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