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Kátia Abreu quer enviar comitiva à China para negociar vacina da Sinopharm

Senadora Kátia Abreu/Redes sociais


A presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senadora Kátia Abreu (PP-TO), defendeu nesta segunda-feira (17) a ida de uma comitiva brasileira a Pequim para negociar a compra de uma vacina produzida pela farmacêutica estatal chinesa Sinopharm.

Kátia Abreu é a senadora que pressionou o ex-ministro do Itamaraty, Ernesto Araújo, a se posicionar favorável ao 5G Chinês. Antes de pedir demissão do cargo, Ernesto Araújo denunciou um lobby pelo 5G chinês no Brasil, feito por políticos da oposição e do Centrão.

A senadora também compõe as relatorias da Frente Parlamentar Brasil-China no Senado. Segundo Kátia Abreu, embora já conte com autorização para venda concedida pela Anvisa, o imunizante não tem sido privilegiado em compras realizadas pelo governo brasileiro.

De acordo com a congressista, a produção das vacinas Coronavac e AstraZeneca depende da importação do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) produzido por empresas privadas. Ela avalia que a Sinopharm “com certeza poderá ter IFA sobrando” para a fabricação de novos imunizantes no Brasil.

A presidente da CRE sugere que a comitiva seja formada por senadores e representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa e de laboratórios privados que produzem vacinas contra a febre aftosa.

“Sobre essa empresa pública, a Embaixada da China no Brasil e o próprio governo chinês têm mais ascendência. Minha ideia é o Brasil se transformar num hub de produção de vacinas. Um grande sítio da Sinopharm para fornecer vacinas a toda a América Latina, Caribe e África”, disse segundo a Agência Senado.

O assunto foi tema de comentários durante o Boletim da Manhã desta terça-feira (18). “Em relação à senadora Kátia Abreu, vou dizer o seguinte: há uma coisa que precisamos ‘sanitarizar’ para ontem, e é essa relação da bancada ruralista com a China”, disse o analista político Italo Lorenzon.

“Não todos da bancada ruralista, que isso fique claro, mas uma parcela significativa de pessoas dessa bancada com a China. Porque isso significa o seguinte, que vocês do agro, que é uma parte muito importante, tem gente do seu meio que está colocando em risco a soberania nacional em troca de dinheiro, de ganho comercial. Você vai ganhar comercialmente aqui? Só que em troca disso você favorece o lobby de aproximação com a China”, afirmou.

“Como conversamos ontem, comércio não é só comércio, ele implica a existência de uma série de relações entre as duas partes. Aí, eu pergunto: nós queremos mesmo ter uma relação entre essas duas partes? Uma relação que implica tanta subserviência? Porque é o que eles querem”, acrescentou Lorenzon.

Assista à íntegra dos comentários

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