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Lava Jato do Rio: ex-governador Pezão é condenado a 98 anos de prisão

Pezao


O ex-governador do estado do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão foi condenado a 98 anos, 11 meses e 11 dias de prisão na última sexta-feira (4).

Condenado no âmbito da Operação Lava Jato do Rio, Pezão é acusado dos crimes de corrupção passiva, ativa, organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

A partir da operação Boca de Lobo, deflagrada em 29 novembro de 2018 pela Polícia Federal (PF), Pezão está sendo acusado de ter recebido propinas da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) durante um ano, desde junho de 2014.

Os valores chegaram a R$ 11,4 milhões, além de ter recebido R$ 240 mil de empresas fornecedoras de alimentos para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e para o  Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

O ex-governador também foi acusado de operar um esquema de corrupção próprio, visando favorecer empreiteiras com grandes obras no Estado.

Por esse esquema, Pezão recebia um salário de R$ 150 mil por mês em propinas, que teria começado quando ele ainda era vice-governador e secretário de Obras.

A primeira sentença de condenação para Pezão na Lava Jato do Rio partiu do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

Como ainda cabe recurso à decisão, o ex-governador poderá responder em liberdade até o trânsito em julgado da ação.

Além de Pezão, que foi acusado de receber R$ 25 milhões em benefícios ilegais, 14 outros investigados na operação foram condenados, entre eles o também ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

“Com relação à denúncia, não foi apresentada nenhuma prova material que demonstre qualquer ganho pelo ex-governador, assim como não há sinais exteriores de riqueza que pudessem sugerir práticas ilícitas. A sentença é calcada em mentiras de delatores condenados que visam a benefícios e redução das penas”, informou a defesa de Pezão em nota.

Cabe ressaltar que todos os empresários ouvidos sob juramento afirmam que o governador nunca pediu nenhuma vantagem indevida. Tais testemunhos foram estranhamente ignorados pelo juízo. O ex-governador já acionou os advogados para recorrer da sentença e confia que os Tribunais superiores vão anular esta condenação espúria e restabelecer finalmente a verdade”, disse a defesa.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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