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Leilão da CEDAE arrecada mais de R$ 22 bilhões



A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) foi leiloada na última sexta-feira (30). O processo, que ocorreu na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), resultou na venda de três blocos, arrecadando a quantia de R$ 22,69 bilhões.

Com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, e dos ministros da Economia, Paulo Guedes, do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, o leilão superou a expectativa de arrecadação inicial, que era de R$ 10,6 bilhões.

A empresa estatal foi dividida em quatro blocos para o leilão, no entanto, somente três foram arrematados, os blocos 1, 2 e 4. Para o bloco 3, que não recebeu ofertas, será realizado “uma nova licitação em um curto espaço de tempo”, informou o governo.

O bloco 1, que engloba a zona sul do município do Rio, o município de São Gonçalo e mais 16 municípios do interior do estado, foi arrematado pelo consórcio Aegea por R$ 8,2 milhões, com ágio de 103,13%.

O bloco 2, que inclui os bairros cariocas de Barra da Tijuca e Jacarepaguá, mais os municípios de Miguel Pereira e Paty do Alferes, foi arrematado pelo consórcio Iguá Projetos por R$ 7,2 bilhões, com ágio de 129,68%.

Já o bloco 3, que abrange os bairros da zona oeste do Rio, mais seis municípios do interior e da região metropolitana, não foi arrematado. Ele obteve uma única proposta pelo consórcio Aegea, porém não deu continuidade na oferta.

O bloco 4, que abarca os bairros do centro e da zona norte da capital, mais oito municípios da Baixada Fluminense, foi arrematado pelo consórcio Aegea por R$ 7,2 bilhões, com ágio de 187,75%.

Os órgãos vencedores serão responsáveis por universalizar o fornecimento de água e esgoto para mais de 12,8 milhões de pessoas em até 12 anos, objetivo previsto no novo marco regulatório do saneamento. A iniciativa irá gerar 45 mil novos empregos, além de investimentos de cerca de R$ 30 bilhões.

Conforme o Terça Livre noticiou, 35 deputados estaduais do Rio de Janeiro tentaram barrar o leilão, ao aprovarem o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 57/21, de autoria do deputado André Ceciliano (PT). A tentativa, porém, foi malsucedida.

O presidente da República, destacando a importância do ato, reconheceu que “este é o momento que marca a nossa história e a nossa economia. Um governo voltado para a liberdade de mercado, na confiança dos investidores e na crença de que o Brasil pode ser diferente.”

O governado do estado, Claudio Castro, também apontou a importância social do leilão. “Apesar do inquestionável êxito econômico dessa operação, eu gostaria de ressaltar o alcance social dessa concessão: 12 milhões de pessoas serão beneficiadas com água encanada e coleta e tratamento de esgoto. São questões básicas, mas que ainda são um problema em nosso país inteiro.”

E acrescentou o ministro da Economia, Paulo Guedes: “são mais de R$ 50 bilhões que são colocados nesses compromissos social, econômico, ambiental, de saúde pública. Essa confiança é a palavra que resume o quadro que nós observamos agora.”

O Deputado Federal Marcio Labre, durante o Boletim da Noite desta sexta-feira (30), destacou o impacto que o leilão irá trazer para os esquemas de corrupção no Rio de Janeiro: “A Cedae é uma grande mãe, talvez essa mudança seja um divisor de águas, porque a Cedae era o último grande bastião desses esquemas no Rio de Janeiro, de indicação de cargos. E claro que a venda também ajudará a amortizar a dívida no programa de recuperação fiscal do estado, essa dívida é de cerca de R$140 bilhões.”

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