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Lira diz que voto impresso auditável tem poucas chances de avançar e volta a falar de semipresidencialismo



 

O deputado federal Arthur Lira, atual presidente da Câmara dos Deputados, disse nessa sexta-feira (30) que vê poucas chances de avançar o voto impresso auditável. Lira também aponta que o texto não teria apoio suficiente para chegar ao plenário. 

“A questão do voto impresso está tramitando na comissão especial.  O resultado da comissão impactará se esse assunto vem ao plenário ou não. Na minha visão, tudo indica que não”, declarou Lira, durante uma live da Conjur, que também contava com a presença do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lira afirmou ainda que confia no sistema atual, mas disse não ver problemas em dar mais transparência ao processo de votação. “Onde não há problema, a gente precisa deixar ainda mais claro”, defendeu. No entanto, voltou a falar sobe o semipresidencialismo.

A Comissão Especial do Voto Auditável irá se reunir na próxima semana para votar o parecer do relator, o deputado Filipe Barros. Avançando na Comissão, a PEC precisar atingir ao menos 308 votos na Câmara —de um total de 513 deputados — e 49 no Senado — de um total de 81 senadores. E, para valer para as eleições de 2022, a proposta teria de ser promulgada até o início de outubro.

O deputado federal Carlos Jordy, durante o Boletim da Noite de sexta-feira (30), apontou que a leitura do presidente Arthur Lira já era prevista anteriormente.

“A leitura que ele fez foi a partir dessa mobilização que o ministro Barroso, e outros ministros do STF fizeram. Uma verdadeira vergonha eles se intrometerem na atividade parlamentar e fazerem chantagem com os deputados”, declarou Jordy. “Nós sabemos que quem julga os deputados e senadores em condenações penais são os ministros do STF, então, muitas vezes eles parecem ter ‘recados'”, acrescentou.

O parlamentar também ressaltou a importância da manifestação popular para a aprovação do voto impresso auditável. “Nós já ganhamos tempo, nós já ganhamos até outro partido, o Republicanos, que já se manifestou favorável à matéria. Isso por conta da pressão que está acontecendo, a pressão das ruas é fundamental. Como disse o Carlos Dias, ‘ela não é determinante, mas é fundamental'”, concluiu.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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