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Antônio Cruz/Agência Brasil

Luiz Ramos confirma demissão da Casa Civil



 

O general Luiz Eduardo Ramos confirmou nesta quarta-feira (21) que não estará mais à frente do ministério da Casa Civil. Ramos deverá ser remanejado para a Secretaria-Geral da Presidência da República, cargo ocupado por Onyx Lorenzoni, que será remanejado para o novo ministério do Trabalho e da Previdência.

Ao Estadão, o agora ex-ministro da Casa Civil disse que não sabia da demissão e que ficou surpreso com a troca. No entanto, afirmou que sua formação militar o faz entender que ele deve cumprir qualquer missão que lhe for proposta.

Ao ser questionado sobre a troca, Ramos disse entender que a motivação é política.

“O presidente é ele, eu sou soldado, cumpro missão. Aprendi, em 47 anos de vida militar, que soldado não escolhe missão. Se ele me der outra no governo, eu aceito. […] Isso não. Eu estava, aliás, ainda estou muito feliz na Casa Civil e dei o melhor de mim. Tanto que estou recebendo telefonemas de parlamentares de vários partidos, em solidariedade. […] Motivos políticos, óbvio. Se eu estivesse sendo trocado por alguém formado em Oxford ou Harvard, tudo bem, poderiam dizer que falhei. Mas é por um político aliado do presidente. É assim que funciona”, falou Ramos durante a entrevista.

Comentando a fala do ex-ministro no Boletim da Manhã desta quarta-feira (22) o analista político José Carlos Sepúlveda adotou cautela e apontou elementos no discurso do militar que julga estranhos.

“Sempre prefiro esperar a reformulação de fato do ministério para fazer um comentário, mas há um problema. Política é política, claro. Quem governa um país está essencialmente no centro da política e quem cerca o presidente também está no centro da política, por isso as razões serão políticas, seja a escolha ou a substituição do ministro Ramos, será sempre uma decisão política. Agora, é um pouco estranha essa maneira de ele dizer que é um soldado e que aceita tudo, mas depois fazer um monte de críticas, dizendo que não sabia de nada, que não foi avisado, que ele sempre deu o melhor e depois aquela pontada, dizendo que ele seria substituído por um político aliado do presidente”, afirmou. 

Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, membro do Movimento Conservador, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e jornalista do portal Terça Livre.

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