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Lula ataca teto de gastos e leva invertida



Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda de Michel Temer e atual secretário da Fazenda de São Paulo, afirmou na última quinta-feira (17) que o ex-presidente Lula está “mal-informado” por criticar o teto de gastos. A resposta de Meirelles veio após o petista criticar o teto de gastos e dizer que iria derrubá-lo, caso eleito em 2022.

Ainda no governo Temer, o então ministro Meirelles concebeu o teto de gastos para equilibrar as contas do governo, limitando o crescimento das despesas à inflação.

“O teto não impede políticas sociais; ao contrário: cria condições para o crescimento e para o país gastar melhor com as pessoas”, declarou o secretário, em entrevista ao site Poder 360.

O ex-ministro ressalta que o mecanismo para conter as dívidas foi fundamental para tirar o Brasil da crise decorrente dos governos petistas anteriores. Após a aprovação do texto, por exemplo, a taxa básica de juros despencou, ajudando na retomada da economia nos anos subsequentes.

“Sua adoção resgatou a confiança no Brasil, diminuiu o risco país, o que gerou um custo menor da dívida pública, queda da inflação e dos juros, que chegaram ao menor nível da história”, acrescentou Meirelles, ao mencionar que Lula está “mal-informado”.

A resposta de Meirelles veio após o ex-presidiário Lula ameaçar derrubar o teto, caso seja eleito presidente da República, em 2022. “A quem interessa o teto de gastos? Aos banqueiros? Ao sistema financeiro?”, questionou o petista. “Quando você dá R$ 1 bilhão para rico é investimento e quando você dá R$ 300 para o pobre é gasto?! Nós vamos revogar esse teto”, prometeu.

O analista político Carlos Dias, durante o Boletim da Manhã de sexta-feira (18), criticou a postura de ambos.

“Gostaria de criticar os dois, na verdade. Em primeiro lugar, o Lula, porque tem um momento em que ele fala que se dar R$ 1 bilhão para o rico e dar R$300 reais para o pobre não pode, é muito pouco. Ora, o que preciso dizer é o seguinte, o governo dele deu. Deu bilhões para os ricos, criou a maior dívida pública da história do país, trabalhou com as maiores taxas de juros do mundo, de maneira disparada, inalcançável em qualquer momento da história do país, e, além de tudo, produziu a maior corrupção político-administrativa da história do país, e eu diria até do planeta”, apontou o analista político.

“Lula não tem autoridade moral nem para ser ouvido, quanto menos falar. Não é possível que esse tipo de situação tenha repercussão, porque, na verdade, o que Lula quer com essa pedagogia do malandro é exatamente colocar sempre as classes mais humildes e pobres contra as classes ricas”, acrescentou Dias. 

“O teto de gastos é positivo, sem dúvida nenhuma, ele é um dos fatores importantes de uma recuperação de confiança, porque estabelece o limite do gasto público. Só que, por si só, ele não basta. Ele não foi apenas a base, o ponto central de confiança no país, não. A confiança no país, senhor Meirelles, veio quando se elegeu o presidente Bolsonaro, com uma agenda aberta do ponto de vista das reformas políticas e econômicas. Portanto, não adianta fazer, 3 anos depois, praticamente, daquilo que foi produzido, a questão do teto de gastos e dizer que aquilo é que gerou o efeito”, concluiu Carlos Dias.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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