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Gilmar Mendes

Maior escândalo judicial da nossa história, diz Gilmar Mendes sobre Operação Lava Jato



Durante a sessão de julgamento de ontem (9) no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes declarou que a operação Lava Jato é o “maior escândalo judicial da nossa história”.

A sessão tratava sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na condução da ação penal que resultou na condenação do petista Luiz Inácio Lula da Silva, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá (SP).

“Pretendo contextualizar os fatos aqui narrados com as experiências históricas trazidas pela operação Lava Jato. O presente voto não apenas descreve uma cadeia sucessiva de atos lesivos ao compromisso de imparcialidade. Ele explicita as condições do surgimento e funcionamento do maior escândalo judicial da nossa história”, disse o presidente da 2ª Turma do STF, Gilmar Mendes, ao proferir seu voto contra Moro.

O ministro Ricardo Lewandowski acompanhou o voto de Mendes sobre o caso.

De acordo com a assessoria de imprensa do Supremo, os dois ministros entenderam que o ex-juiz e ex-ministro da Justiça teve interesse político ao decidir pela condenação de Lula e “atuou com o objetivo de inviabilizar sua participação na vida política nacional.”

A sessão de ontem, no entanto, foi suspensa após pedido de vista do ministro Nunes Marques.

O centro do julgamento é o Habeas Corpus (HC) 164493 apresentado pela defesa do ex-presidente petista para tentar provar sua suposta inocência nos casos de corrupção.

Apesar das provas, as últimas decisões do STF têm sido favoráveis a Lula, que se tornou elegível novamente no último dia 8, por decisão dos ministros, conforme o Terça Livre noticiou.

Gilmar Mendes que afirmou durante o julgamento que “esta é a maior crise que já se abateu sobre a Justiça Federal Do Brasil desde sua refundação”. Palavras de um dos ministros da Suprema Corte do país que já possuiu um laço com o partido de Lula, o PT.

Em 2018, por exemplo, Wadih Damous, ex-deputado federal pelo PT, afirmou que o ministro é um aliado do partido.

“Nós temos que aprender a perceber o jogo de xadrez, a fazer política. O Gilmar, hoje, é nosso aliado – amanhã volta a ser nosso inimigo, mas hoje é nosso aliado. E nós somos aliados dele”, afirmou Damous

Em seu discurso durante o voto, Mendes afirmou que a Justiça Federal precisa passar por uma reformulação, pois a partir do “fenômeno de Curitiba” se notou uma “imensa crise” jurídica.

O ministro ainda afirmou ser inaceitável que um juiz – no caso, Sergio Moro –  rogue para si uma “autoridade absolutista”, sem, porém, reconhecer as diversas decisões monocráticas realizadas pelos juízes e ministros do STF.

Ainda de acordo com a imprensa do Supremo, Gilmar Mendes também afirmou que o combate à corrupção deve ter limites.

“Não podemos aceitar a desvirtuação do próprio Estado de Direito”, declarou o ministro ao finalizar seu voto.

“Não podemos aceitar que uma pena seja imposta pelo Estado de modo ilegítimo nem que o Estado viole suas próprias regras”.

Com informações: Assessoria de Imprensa do STF.

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