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Mais autoritarismo: Secretários de Saúde pedem lockdown mais rigoroso no Brasil



Secretários de Saúde dos Estados brasileiros pediram nesta segunda-feira (1º) através de uma carta aberta à nação, um rigor maior nas medidas de restrições de atividades que definiram como ‘não essenciais’.

A carta inclui pedidos de uma restrição total nos Estados ou Municípios em que a ocupação de leitos hospitalares estiver acima de 85%.

O documento assinado pelos membros do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), especialmente o secretário Carlos Lula do governo comunista do Maranhão, solicita a proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e similares em todo território do Brasil.

Além disso, os secretários exigem também a suspensão das aulas presenciais e um toque de recolher nacional de segunda a sexta, das 20h até as 6h, e durante os finais de semana.

De acordo com o grupo pró-lockdown, praias e bares, devem adotar trabalho remoto e permanecerem fechadas.

“Entendemos que o conjunto de medidas propostas somente poderá ser executado pelos governadores e prefeitos se for estabelecido no Brasil um ‘Pacto Nacional pela Vida’ que reúna todos os poderes, a sociedade civil, representantes da indústria e do comércio, das grandes instituições religiosas e acadêmicas do País, mediante explícita autorização e determinação legislativa do Congresso Nacional”, diz um trecho da carta.

O Conselho pede ainda o “reconhecimento legal” do estado de emergência sanitária, a liberação de mais recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e a “implementação imediata de um plano nacional de comunicação para reforçar a importância das medidas de prevenção e esclarecer a população.”

Conforme já noticiamos, diversos governadores do Brasil tem adotado, coincidente e sucessivamente, medidas autoritárias de lockdown e toque de recolher.

“A ausência de uma condução nacional unificada e coerente dificultou a adoção e implementação de medidas qualificadas para reduzir as interações sociais”, afirmaram os secretários, sem mencionar uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado que retirou do Poder Executivo a prerrogativa de executar medidas em conjuntos com os Estados da União.

Nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro criticou as medidas de restrições que voltam a ser adotadas em Estados e Municípios.

Durante um diálogo com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro reconheceu que as medida não funcionaram em 2020, portanto, não funcionarão em 2021.

Agência Brasil.

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