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Mais de 300 casos de exploração infantil passaram despercebidos pelo Facebook, diz estudo



Enquanto concentra energias em perseguir ideologias políticas, o Facebook parece não se esforçar o suficiente para detectar casos de exploração infantil na plataforma. É o que aponta um estudo publicado em março de 2020 pelo Tech Transparency Project.

O Facebook não conseguiu detectar centenas de casos de exploração infantil nos últimos seis anos, revelam os dados.

O site foi usado como meio de exploração sexual de crianças em pelo menos 366 casos entre janeiro de 2013 e dezembro de 2019, que analisou comunicados à imprensa do Departamento de Justiça.

Apenas 9% dos 366 casos foram investigados porque o Facebook alertou as autoridades, enquanto o resto das investigações foram iniciadas pelas autoridades sem a solicitação do gigante da mídia social.

Isso sugere que o Facebook não está fazendo tudo o que pode para impor seus padrões de comunidade, que proíbem “conteúdo que explore sexualmente ou coloque em risco crianças”, disse o diretor executivo da TPP, Daniel Stevens. As informações são do The Guardian.

Os relatórios analisados ​​pelo TPP incluem um homem de Rhode Island que supostamente se passou por uma adolescente para atrair meninos para uma atividade sexual ao vivo no Facebook Messenger, um homem de Kentucky acusado de enviar milhares de mensagens para mais de um alvo infantil pelo Facebook, e um criminoso sexual condenado no Missouri, segundo as autoridades, usou o Facebook Messenger para se comunicar com uma garota de 13 anos.

À medida que os usuários do Facebook aumentaram, também aumentou o número de casos de exploração infantil. Houve até 23 casos por trimestre em 2019, em comparação com apenas 10 por trimestre em 2013.

Perseguição

As informações do relatório voltam à tona em meio à recente perseguição de conservadores nas Big Tech sob suposta acusação de “discurso de ódio”.

O perfil da rede social GAB chegou a publicar o estudo no Twitter, comentando: “Se a Big Tech pode fechar Parler e tirar o Gab da plataforma com o mínimo de esforço, por que eles não podem impedir a pornografia infantil em suas plataformas? Realmente nos faz pensar”, comentou.

O assunto está no Boletim da Manhã desta terça-feira (12/01):

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Bruna de Pieri

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