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Manifestação em apoio a Navalny tem mais de 1.700 presos na Rússia



A polícia russa prendeu mais de 1.700 pessoas, na última quarata-feira (21), durante manifestações em toda a Rússia pedindo liberdade para o líder da oposição, Alexei Navalny. Ainda nesta semana, com saúde debilitada, Navalny foi transferido da prisão para um hospital.

Os protestos exigindo a libertação de Navalny ocorreram em mais de 100 cidades do país, sobretudo em Moscou, onde milhares protestaram pelo centro da cidade. Algumas das prisões ocorreram antes mesmo de os protestos começarem.

Os apoiadores de Navalny convocaram o protesto após relatos no último final de semana de que sua saúde está cada vez pior e sua vida está em perigo. Alguns aliados disseram ainda estar preocupados e prontos para receber más notícias sobre sua saúde.

“A situação com Alexei é realmente crítica, então avançamos para o dia dos protestos em massa”, disse Vladimir Ashurkov, um aliado próximo de Navalny e diretor executivo da Fundação para Combate à Corrupção. “A saúde de Alexei piorou drasticamente e ele está em um estado bastante crítico. Os médicos estão dizendo que, a julgar pelo seu teste (resultados), ele deveria ser admitido na terapia intensiva.”

“A situação de Navalny é bastante interessante. Ele está atualmente hospitalizado e as autoridades disseram que seu quadro de saúde era ‘satisfatório’. Você ouvir isso de quem quer ver você morto não é muito animador”, declarou Italo Lorenzon, durante o Boletim da Noite desta quinta-feira (22).

A oposição a Putin pediu para que os manifestantes de Moscou se reunissem na Praça Manezh, do lado de fora dos muros do Kremlin, mas a polícia bloqueou. Em vez disso, uma grande multidão se reuniu em uma avenida principal que leva à praça.

As estimativas de comparecimento não são exatas: a polícia de Moscou informou que 6 mil pessoas participaram da manifestação na capital, enquanto um observador disse ao canal de Navalny no YouTube que a multidão era de cerca de 60 mil pessoas.

Os Estados Unidos alertaram a Rússia, no último domingo (18), que “haverá consequências” se Navalny morrer na prisão. Putin, no entanto, declarou aos países ocidentais para não ultrapassem “linhas vermelhas”, pois a resposta será “simétrica, rápida e dura”. Segundo Putin, será a Rússia a definir quais são essas linhas vermelhas.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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