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Marcelo Freixo sai do PSOL e vai para o PSB visando o governo do RJ

Marcelo Freixo


O deputado federal Marcelo Freixo, em uma publicação em seu Twitter nessa sexta-feira (11), anunciou sua saída do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Freixo também anunciou sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

No PSOL desde 2005, o parlamentar conseguiu se eleger como deputado estadual pelo Rio durante três legislaturas, de 2007 a 2019, ano em que assumiu o cargo de deputado federal.

Ao anunciar a saída do partido no qual pertenceu durante 16 anos, o deputado federal também apontou seus próximos passos. Freixo quer agora, com apoio do PT e do PCdoB, concorrer ao governo carioca pelo PSB, partido pertencente ao Foro de São Paulo. A estratégia final da manobra política é fortalecer a candidatura de Lula nos estados. 

Segundo o parlamentar, a decisão “foi longamente amadurecida e tomada após muito diálogo com dirigentes nacionais e estaduais” do PSOL.

“Esse é um movimento extremamente perigoso, não tem como tratar uma matéria como essa sem a seriedade que ela merece. O Freixo sai de um puxado do PT, um partido de ultraesquerda, sem fundo partidário, sem base política no país, e entra em um partido que é o Partido Socialista Brasileiro, que tem fundo partidário maior, que participou das ações dos governos do PT, se fortaleceu bastante na época como militância da esquerda”, apontou o analista político Carlos Dias, durante o Boletim da Noite de sexta-feira (11). 

“Nós precisamos frisar o seguinte: o governo do Rio de Janeiro está em grande risco, porque foi o Partido Socialista Brasileiro – apoiado pelo PSOL – que entrou no Supremo Tribunal Federal e conseguiu aquela primeira condição liminar do Fachin, que depois foi referendada pelo Plenário, que proibia a polícia de fazer operações nas comunidades onde existem traficantes”, lembrou o analista político.

“Precisamos prestar a atenção, é o narcoestado que vai de fato comandar o estado do Rio de Janeiro – já comanda de uma maneira indireta, mas será colocado um representante dessa estrutura que defende exatamente esses criminosos, que querem, por exemplo, fazer daquelas ‘vítimas’ do Jacarezinho figuras de expressão como mártires, que seriam homenageados”, ressaltou. 

“Precisamos ficar atentos, porque esse movimento é muito perigoso, é um partido que tem capilaridade, que tem dinheiro, tem tempo de televisão e tem apelo exatamente nessas comunidades onde o tráfico impera. Precisamos chamar muito a atenção para esse movimento que a esquerda está fazendo, e nós temos que rechaçar isso, porque essa gente não pode nem ser eleita para coisa nenhuma e muito menos ter força parlamentar novamente”, concluiu Carlos Dias.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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