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Marta Suplicy negocia com Cuba aquisição de vacinas contra Covid para a cidade de SP



A Prefeitura de São Paulo está negociando com Cuba a compra de vacinas contra a Covid-19, anunciou na sexta-feira (30) o secretário de Saúde, Edson Aparecido.

Em entrevista à CNN, o secretário disse que o município discutiu com autoridades cubanas a possibilidade de comprar um novo imunizante que está em desenvolvimento no país.

A secretária de Relações Internacionais Marta Suplicy teve duas reuniões com representantes do consulado cubano. De acordo com o titular da Saúde na capital paulista, trata-se de “conversas muito preliminares” que têm sido feitas com todos os laboratórios que neste momento só comercializam vacinas para o Ministério da Saúde.

O objetivo, segundo ele, é adiantar as tratativas para, no momento em que for possível comprar as vacinas, a cidade já ter negociações avançadas.

“A secretária Marta Suplicy, de Relações Internacionais, teve contato em duas reuniões com representantes do consulado cubano aqui em São Paulo tratando dessa vacina, ainda em processo de pesquisa lá em Cuba”, disse Edson Aparecido. “Evidentemente, temos que aguardar o processo todo de aprovação. Na realidade, o que estamos fazendo é discutir com várias farmacêuticas e laboratórios a eventual compra de vacina”, completou.

A vacina chamada “Soberana 02”, produzida em Cuba, está sendo testada no Irã. De acordo com agência France Presse, o contrato entre os dois países foi firmado em janeiro deste ano.

Ainda segundo a agência de notícias, a assinatura do acordo coincidiu com um post do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que afirmou ser impossível confiar em vacinas americanas ou britânicas.

“É proibido importar vacinas feitas nos Estados Unidos ou no Reino Unido. Não podemos confiar neles”, afirmou Khamenei. O post mensagem  foi posteriormente apagado pelo Twitter – a rede social considerou que houve violação de regras.

O assunto foi tema de comentários durante o Boletim da Manhã desta segunda-feira (3).

“Alguém precisa se responsabilizar na hora em que colocar um imunizante desse nível. Mas qual fonte confiável você teria de um país como Cuba? Eu desconfio muito de qualquer produto, ainda mais na área de saúde”, comentou o analista político Carlos Dias.

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