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Massacre do Partido Comunista Chinês na Praça da Paz Celestial completa 32 anos



Nesta sexta-feira (4), o massacre na Praça da Paz Celestial completa 32 anos. A data marca a ação do Regime Comunista Chinês (PCCh) contra a liberdade de seus cidadãos em 1989. Até hoje, o governo chinês proíbe qualquer menção ao assunto.

Na madrugada daquele dia 4, o exército chinês atacou os civis de seu próprio país, milhares de pessoas foram mortas – de trabalhadores que somente andavam pela rua a estudantes que protestavam.

Nas ruas de Pequim, tanques de guerra chegaram a disparar tiros na direção dos civis e manifestantes, ambulâncias também eram atacadas e os hospitais recebiam ordens de não prestar atendimento às vítimas.

Ainda no dia 13 de maio de 1989, milhares de universitários ocuparam a praça e deram início a um protesto silencioso com greve de fome. Os estudantes tinham como objetivo pedir mais abertura política e menos corrupção por parte do Partido Comunista. Ao fim do mês, havia protestos e greves em mais de 400 cidades do país.

Com a crescente repercussão das manifestações, o PCCh começou a mobilizar tropas e enviou dezenas de tanques para o epicentro dos protestos, a Praça da Paz Celestial. A população, no entanto, cercava os veículos, impedindo que eles avançassem.

Na madrugada do dia do massacre, militares começaram a avançar em direção à praça e começaram a abrir fogo contra quem se colocasse na frente e também quem passasse pelo local.

Após o ocorrido, o PCCh prendeu milhares de cidadãos e passou a fiscalizar suas famílias. Mesmo os que foram libertos posteriormente eram seguidos 24h por dia, além de não conseguirem arrumar emprego. Até 2016, ainda havia manifestantes presos pelo incidente. Ainda hoje, o governo local barra qualquer acesso a sites com informações sobre o incidente.

Como resultado do massacre, a liberação da economia prosseguiu, mas a corrupção do governo chinês continuou aumentando a abertura política foi bruscamente interrompida.

“Você deve se lembrar daquela cena em que um homem parava uma fileira de tanques. Muita gente fala da coragem desse homem. Mas temos que lembrar também que mesmo o motorista do tanque tendo recebido ordens para passar por cima, ele, se expondo também, decidiu que não e desligou a chave do tanque”, lembrou o analista político Italo Lorenzon, durante o Boletim da Noite de sexta-feira (4).

“Isso mostra o seguinte – uma coisa que o professor Olavo fala muito – que, quando você está diante de uma situação que é opressora, no sentido verdadeiro do termo, quem garante a sublevação não são forças sociais impessoais, não é a classe nem o movimento, no sentido mais vulgar do termo. Quem vai garantir a superação é a força da personalidade humana”, apontou o analista político.

“Se não tivermos homens e mulheres com personalidades bem formadas, não adianta ganhar eleição, ganhar dinheiro, passar projeto de lei. Não adianta porque essas posições burocráticas, se não forem amparadas por uma personalidade bem formada, por homens e mulheres maduros, então é como ter uma espada bem afiada na mão de um macaco: ele não vai conseguir utilizar aquilo de maneira efetiva”, concluiu Italo Lorenzon.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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