fbpx

Médicos de hospital na Argentina se recusam a fazer abortos



Na Argentina, país onde recentemente o assassinato de bebês no ventre de suas mães foi aprovado, metade dos médicos de um hospital considerado “capacitado para abortos” se recusa a fazer o procedimento sob alegação de objeção de consciência.

O hospital Alberto Antranik Eurnekian Zonal fica em Ezeiza, na Grande Buenos Aires. Poucos dias após a legislação entrar em vigor, a cidade declarou já possuir a infraestrutura necessária para que todas as mulheres com menos de 14 semanas de gestação abortassem e indicou o hospital como referência.

Segundo o médico Juan Ciruzzi, diretor do hospital, 50% dos médicos declararam que não farão o procedimento.

“Entre os serviços de ginecologia e obstetrícia, que são os únicos envolvidos nestes casos, há 50% que se autodeclararam ‘objetores de consciência’”, disse em entrevista ao jornal Clarín. E garantiu: “Caso todos os profissionais sejam objetos da lei, o hospital tem o prazo de 10 dias para encaminhar o paciente a outro centro médico”.

No entanto, segundo o diretor, se houver alguma complicação médica durante a prática abortiva, como hemorragia ou infecção, os médicos terão que cuidar da mulher, mesmo sendo contrários.

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: