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Mesmo com dados escassos, Brasil e Turquia declaram eficácia de vacina chinesa



As redações da velha imprensa brasileira dão grande destaque a notícias  sobre o Brasil que sejam veiculadas no New York Times. Uma informação publicada em 25 de dezembro, no entanto, não teve repercussão local mesmo tendo grande importante para a saúde da população.

As autoridades turcas anunciaram que uma vacina da empresa chinesa Sinovac tem uma taxa de eficácia de 91,25%, mas a descoberta foi baseada em resultados preliminares de um pequeno ensaio clínico e nenhum dos dados foi publicado em um jornal ou postado online, reportou o NYT.

The Epoch Times

O anúncio veio na quinta-feira (24) um dia após outra entrevista coletiva ambígua, também sobre a vacina de Sinovac, no Brasil. Esperava-se que as autoridades fornecessem resultados detalhados de outro ensaio, mas relataram apenas que a vacina tinha uma taxa de eficácia superior a 50%.

Um total de 7.371 voluntários estiveram envolvidos no estudo turco, mas os dados de eficácia apresentados pelo Dr. Serhat Unal, um especialista em doenças infecciosas, foram baseados em apenas 1.322 participantes, 752 dos quais receberam uma vacina real e 570 dos quais receberam o placebo.

Unal disse que 26 dos voluntários que receberam o placebo desenvolveram COVID-19, enquanto apenas três dos voluntários vacinados adoeceram. Ele e seus colegas não compartilharam seus dados por escrito.

“Agora temos certeza de que a vacina é eficaz e segura para o povo turco”, disse Fahrettin Koca, o ministro da Saúde.

A Sinovac não emitiu declaração pública sobre o julgamento, nem comentou sobre o julgamento no Brasil.

O pequeno número de voluntários em que os pesquisadores turcos basearam seu cálculo de eficácia levantou questões sobre a certeza de suas conclusões. Quanto mais pessoas participam de um ensaio clínico de vacina, mais forte se torna seu poder estatístico.

A Pfizer e a BioNTech, por outro lado, apresentaram dados de 36.523 pessoas para mostrar que sua vacina tem uma taxa de eficácia de 95%. Para a vacina, 162 pessoas que receberam o placebo desenvolveram COVID-19, em comparação com oito no grupo que recebeu a vacina.

A Turquia assinou acordo com a Sinovac para 50 milhões de doses da vacina. As primeiras 3 milhões de doses estão programadas para chegar na segunda-feira na Turquia, disse Koca. Koca disse que a Turquia também receberá 4,5 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech até o final de março. A previsão é de que cerca de 1 milhão de doses cheguem até o final de janeiro, disse ele.

CoronaVac, como o Sinovac chama sua vacina, é feito de coronavírus mortos. O método, um dos mais antigos para a fabricação de vacinas, foi usado por Jonas Salk na década de 1950 para fazer uma vacina contra a poliomielite.

Depois que os vírus são inativados por produtos químicos, eles não podem deixar as pessoas doentes, mas podem provocar o sistema imunológico a produzir anticorpos que podem fornecer proteção de longo prazo contra vírus vivos.

A Sinovac desenvolveu o CoronaVac no início de 2020 e, em seguida, realizou uma série de testes clínicos. A empresa publicou os resultados do ensaio em novembro, relatando que a vacina parecia segura e provocou uma resposta imunológica contra o coronavírus.

A empresa então passou para os testes de Fase 3 no Brasil, Indonésia e Turquia, países com altas taxas de COVID-19.

Autoridades de saúde no Brasil disseram na quarta-feira que a vacina chinesa passou em testes de segurança e eficácia que abririam o caminho para seu uso no Brasil.

No entanto, eles não divulgaram dados detalhados de ensaios clínicos no Brasil para apoiar esses achados, citando um acordo contratual com a Sinovac. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, que conduziu os testes, disse que um anúncio conjunto pode acontecer em duas semanas.

“Hoje é um dia histórico para a ciência e para a saúde brasileira”, disse Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, a jornalistas em entrevista coletiva. “Isso nos permitirá salvar a vida de milhões de pessoas, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.”

As informações são do NYT

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