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Ministério da Defesa e Forças Armadas rebatem acusações de Aziz em CPI



 

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas do Brasil emitiram uma nota nessa quarta-feira (7) rebatendo a fala do presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM). O parlamentar disse que os militares do “lado podre” estavam envolvidos em esquemas de corrupção.

“Olha, eu vou dizer uma coisa: as Forças Armadas, os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”, disse Aziz.

Na nota, o Ministério da Defesa diz: “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”.

A nota foi assinada pelo Ministro da Defesa, Braga Netto, e pelos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Depois da nota contra Aziz, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), homenageou as Forças Armadas em plenário.

“Quero em nome do Senado render meu mais profundo respeito às Forças Armadas do Brasil para que não paire menor dúvida de qual é o sentimento do Senado”, disse Pacheco.

Omar Aziz estava no plenário e reclamou da declaração do presidente do Congresso.

“Podem fazer 50 notas contra mim, só não me intimidem. Refiz na CPI minha fala para esclarecer que se referia a alguns militares, não às Forças Armadas, porque fui alertado por companheiros. Agora, intimidação não. Intimidação não aceito”, afirmou.  

O analista político José Carlos Sepúlveda ressaltou no Boletim da Manhã desta quinta-feira (8) que Rodrigo Pacheco tem permitido tudo o que está acontecendo na CPI.

“Depois do outro ter insultado as Forças Armadas vem essa declaraçãozinha, o Omar Aziz volta a falar e fica tudo na mesma. Isso é um joguinho de cena, é como aquela história do policial bom e do policial ruim, um bate e o outro assopra. Para mim, é isso. Pacheco tem sido o homem que permitiu tudo isso que está acontecendo na CPI, inclusive a instauração da CPI que ele deveria ter se levantado e afirmado a prerrogativa do Senado de autonomia dos Poderes e não permitido que o ministro do Supremo impusesse isso ao Senado”, afirmou.

Assista à íntegra dos comentários:

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