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Ministro Marcelo Queiroga depõe em CPI da Pandemia

Pedro França/Agência Senado


O atual ministro da Saúde do Governo Bolsonaro, Marcelo Queiroga, depôs nesta quinta-feira (6)  à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado Federal.

À frente da pasta desde 23 de março, o médico cardiologista é o terceiro a prestar declarações aos senadores.

Entre os assuntos em foco dos senadores de oposição esteve a interferência do presidente Jair Bolsonaro quanto ao uso da cloroquina para o tratamento precoce dos pacientes, o que foi negado pelo ministro.

“Meu papel como ministro não é ser crítico do presidente da República ou de integrantes do governo”, disse Queiroga em resposta ao Humberto Costa (PT-PE). 

Ao reiterar que seu papel não seria realizar um juízo de valor, o ministro da Saúde sofreu coação dos parlamentares, incluindo do presidente da CPI, Omar Aziz.

Questionado pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), Queiroga disse que questão do uso da hidroxicloroquina será pacificada com a edição de protocolo que deverá considerar posicionamentos de sociedades científicas e experiências de médicos.

Marcelo Queiroga evidenciou que um dos problemas do país é a falta de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante sua participação, o ministro da saúde reafirmou que compra de insumos como oxigênio é uma responsabilidade de estados e municípios. No entanto, o Governo Federal tem “apoiado fortemente” governadores e prefeitos e relembrou a aprovação do novo auxílio emergencial e o investimento em vacinas.

O ministro pediu ainda um voto de confiança em seu trabalho para que o país possa vencer a pandemia.

As declarações de Queiroga e a ação dos senadores estiveram na pauta do Boletim da Noite desta quinta-feira (6).

“Eu repetirei o que já falamos sobre essa CPI, só para fazer uma revisão. Vamos entender quem é que está comentando essa CPI. Ela é comandada por um senhor chamado Omar Aziz, que foi governador do Amazonas, e foi citado, salvo engano de uma imprecisão pequena, ele foi citado 246 vezes em um outro processo envolvendo desvios na área da saúde, mas está comandando uma CPI sobre a Covid. O vice-presidente é o senhor Randolfe Rodrigues, essa eu deixarei para vocês entenderem quem é esse sujeito. Além do presidente e do vice, o relator da CPI da Covid é ninguém menos que Renan Calheiros”, pontuou o jornalista e analista politico, Italo Lorenzon.

O jornalista ainda relembrou que o plano de trabalho da comissão não foi votado entre os parlamentares membros e definido somente pelo relator e sem levar em conta o segundo requerimento de criação da CPI, que investiga também as verbas federais utilizadas nos estados da União.

O plano de trabalho pode evidenciar a atuação do senador Renan Calheiros em prol dos governadores que poderiam ser investigados por desvios do dinheiro público.

Com informações: Agência Senado.

ASSISTA AO BOLETIM DA NOITE DESSA QUINTA-FEIRA (6):

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